Abordar um colega de trabalho para apontar uma falha é uma das tarefas mais delicadas do ambiente corporativo. O receio de gerar um conflito ou ser mal interpretado faz com que muitos evitem conversas necessárias. No entanto, com a abordagem correta, é possível transformar um feedback negativo em uma oportunidade de crescimento e alinhamento, fortalecendo a relação profissional.
O segredo está na preparação e na escolha das palavras. Antes de qualquer coisa, a conversa deve ocorrer em um local privado e em um momento adequado, longe de pressões e interrupções. Tentar resolver um problema no meio de um corredor ou por mensagem instantânea é a fórmula para o desastre. A privacidade garante que a pessoa não se sinta exposta ou humilhada.
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Como conduzir a conversa de forma assertiva
Uma técnica eficaz, amplamente recomendada por especialistas, é estruturar a fala em três partes: situação, comportamento e impacto (SCI). Comece descrevendo o contexto específico (a situação), depois o que a pessoa fez (o comportamento) e, por fim, qual foi a consequência para o projeto ou para a equipe (o impacto). Por exemplo: “Na reunião com o cliente ontem (situação), notei que os dados da apresentação não estavam atualizados (comportamento), o que nos fez parecer despreparados e gerou desconfiança (impacto)”. Essa clareza ajuda o colega a entender exatamente do que se trata, sem margem para interpretações equivocadas.
Durante o diálogo, mantenha um tom colaborativo. Use frases como "gostaria de entender o que aconteceu" ou "como podemos resolver isso juntos?". Isso demonstra que sua intenção não é apontar um culpado, mas encontrar uma solução que beneficie a todos. A comunicação não violenta é uma ferramenta poderosa para criar uma atmosfera de confiança.
Esteja preparado para ouvir. O feedback deve ser uma via de mão dupla. O colega pode ter um ponto de vista válido sobre a situação ou estar enfrentando dificuldades que você desconhece. Escutar com atenção e empatia é crucial para que a conversa seja produtiva e não se transforme em um monólogo acusatório.
Ao final, o ideal é que ambos saiam do encontro com um plano claro. Definam juntos os próximos passos ou um combinado para que o problema não se repita. Um desfecho prático mostra que a conversa foi útil e que o foco está no avanço do trabalho em equipe.
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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.
