Operações da Receita Federal e da polícia em grandes centros, como São Paulo, no início de 2026, trouxeram à tona a dimensão do contrabando no Brasil. Essas ações, que desarticulam esquemas milionários, revelam um fluxo constante de mercadorias ilegais. Mas, afinal, quais são os produtos que mais entram clandestinamente no país e enchem os depósitos da fiscalização?

O cigarro lidera de forma isolada o ranking de apreensões. Vindo principalmente do Paraguai, o produto ilegal atrai consumidores pelo preço baixo, que é significativamente mais baixo que o do similar nacional. Essa diferença se deve, em grande parte, à alta carga tributária sobre os cigarros vendidos legalmente no Brasil.

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A entrada desses itens ilegais não só alimenta o crime organizado, mas também causa um prejuízo bilionário aos cofres públicos. O país deixa de arrecadar bilhões de reais em impostos anualmente, um dinheiro que poderia ser investido em saúde, educação e segurança. Para se ter uma ideia do volume, entre 2023 e 2025, a Receita Federal apreendeu mais de R$ 2,3 bilhões em mercadorias ilegais.

O ranking dos produtos mais apreendidos

Além do cigarro, uma variedade de outros itens compõe a lista de mercadorias mais contrabandeadas. A fiscalização nas fronteiras, portos e aeroportos trabalha continuamente para interceptar esses produtos. Confira os principais:

  • Eletrônicos: celulares, videogames e acessórios estão no topo da lista. A alta do dólar e os impostos tornam os aparelhos comprados no exterior muito mais baratos, mesmo com os riscos.

  • Vestuário e acessórios: roupas, tênis, bolsas e óculos de marcas famosas são um alvo constante de falsificações. O apelo das grifes e o preço acessível das réplicas movimentam um mercado ilegal gigantesco.

  • Brinquedos: a ausência de selos de segurança, como o do Inmetro, torna esses produtos um risco para as crianças. Mesmo assim, a importação ilegal é massiva, especialmente em épocas como o Dia das Crianças e o Natal.

  • Medicamentos e cosméticos: a alta carga tributária incentiva a busca por perfumes e cosméticos ilegais, com preços mais competitivos. Além deles, medicamentos como as canetas para emagrecimento ganharam destaque nas apreensões, representando um sério risco à saúde pública por não terem controle sanitário.

O combate ao contrabando representa um desafio complexo, que envolve não só a vigilância das extensas fronteiras brasileiras, mas também a atuação integrada entre órgãos como a Receita Federal, a Polícia Federal e as polícias estaduais. A conscientização do consumidor sobre os riscos e os prejuízos associados à compra de produtos de origem duvidosa também é fundamental, pois cada item ilegal vendido significa menos recursos para o país e mais força para o crime.

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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.

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