Tecnologia

A incrível tecnologia das casas e prédios à prova de terremoto

Conheça os sistemas de molas, pêndulos e materiais flexíveis que permitem que as construções na Califórnia e no Japão balancem, mas não caiam

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Um forte terremoto de magnitude 5.6 que atingiu o norte da Califórnia em 24 de junho voltou a acender o debate sobre a segurança de construções em áreas de risco. No entanto, em locais como a Califórnia e o Japão, a engenharia moderna já desenvolveu tecnologias impressionantes que permitem que casas e arranha-céus balancem durante um tremor, mas permaneçam de pé, protegendo vidas.

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O princípio fundamental da engenharia antissísmica é o oposto do que se poderia imaginar. Em vez de criar estruturas extremamente rígidas, a solução é dar flexibilidade para que elas dissipem a imensa energia liberada por um terremoto. O objetivo é que o edifício se mova com o solo, de forma controlada, em vez de resistir a ele e quebrar.

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Isolamento sísmico na base

Uma das técnicas mais eficientes é o isolamento de base. Neste sistema, o prédio não é construído diretamente sobre a fundação, mas sobre uma série de rolamentos flexíveis. Esses componentes, feitos de camadas de borracha e aço, funcionam como um sistema de suspensão de um carro, absorvendo a maior parte das vibrações do solo. Com isso, enquanto o chão se move bruscamente, o edifício acima oscila de maneira suave e lenta, reduzindo drasticamente as forças que atuam sobre a estrutura.

Pêndulos gigantes para estabilizar

Para arranha-céus, uma solução comum é o amortecedor de massa sintonizada. Trata-se de um pêndulo gigante, geralmente uma enorme esfera de aço, suspenso por cabos no topo do edifício. Durante um terremoto, enquanto a torre balança em uma direção, o pêndulo se move na direção oposta por inércia. Esse contramovimento neutraliza grande parte da oscilação, diminuindo a amplitude do balanço e mantendo a estabilidade do prédio. O arranha-céu Taipei 101, em Taiwan, é um exemplo famoso dessa tecnologia, com um amortecedor que pesa 660 toneladas.

Materiais e estruturas flexíveis

A própria concepção da estrutura é pensada para a flexibilidade. O uso de armações de aço, que podem se deformar sem romper, é essencial. Além disso, são instalados contraventamentos, que são vigas diagonais em formato de “X” ou “V”, para distribuir as forças do terremoto por todo o esqueleto do edifício. Outra das tecnologias de construção são os amortecedores viscosos, semelhantes aos de veículos, instalados entre os andares para absorver a energia do movimento e reduzir as vibrações.

Essas inovações não garantem que os edifícios saiam ilesos de um grande tremor, pois danos como rachaduras e vidros quebrados ainda podem ocorrer. O objetivo principal, no entanto, é evitar o colapso estrutural, garantindo tempo suficiente para que as pessoas possam evacuar o local em segurança. Além da tecnologia, a eficácia dessas soluções depende de códigos de construção rigorosos e de uma fiscalização constante para garantir que os projetos sejam executados corretamente, unindo inovação e responsabilidade.

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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.

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