Assustador, mas vital: entenda por que arranha-céus balançam no Japão
No alto das torres japonesas, a oscilação pode chegar a metros de distância; descubra por que essa flexibilidade extrema é o que salva vidas
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O Japão convive com uma realidade desafiadora: o país está localizado em uma das áreas de maior atividade sísmica do planeta. Para garantir a segurança de sua população, e em resposta a eventos devastadores como o terremoto de Kobe em 1995, a engenharia e a arquitetura japonesas desenvolveram soluções que transformam edifícios em estruturas capazes de resistir a tremores intensos.
As inovações começam na fundação dos prédios. Muitas construções utilizam um sistema de isolamento sísmico, que separa a estrutura do solo. Camadas de borracha e aço são instaladas na base, permitindo que o edifício deslize suavemente sobre elas durante um terremoto. Isso impede que a energia do tremor seja transferida diretamente para a construção.
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Essa tecnologia funciona de maneira semelhante à suspensão de um carro. Em vez de tremer violentamente com o solo, o prédio balança de forma controlada. Amortecedores, ou dampers, também são instalados para absorver e dissipar a energia do movimento, reduzindo ainda mais o balanço da estrutura.
Estruturas que dançam com o terremoto
Outro pilar da construção japonesa é a flexibilidade. Em vez de projetar prédios totalmente rígidos, os engenheiros criam esqueletos de aço que podem se deformar e balançar sem entrar em colapso. A ideia é que a estrutura se mova junto com as ondas sísmicas, dissipando a força do abalo em vez de lutar contra ela.
Essa flexibilidade é visível principalmente nos arranha-céus, que podem balançar vários metros de um lado para o outro no topo durante um grande terremoto. Embora possa parecer assustador, esse movimento controlado é o que garante a integridade do edifício e a segurança de quem está dentro.
Pêndulos gigantes para estabilizar
Para controlar o balanço excessivo em edifícios muito altos, os engenheiros utilizam um dispositivo chamado amortecedor de massa sintonizada. Trata-se de um pêndulo gigante, com centenas de toneladas, instalado no topo do prédio. Ele é projetado para se mover na direção oposta à oscilação da estrutura, uma tecnologia presente em ícones como a torre Tokyo Skytree.
Quando o prédio balança para a direita, o pêndulo se move para a esquerda, funcionando como um contrapeso que anula parte do movimento. Esse mecanismo reduz a amplitude da oscilação, diminui o desconforto dos ocupantes e protege a estrutura contra danos severos. É uma das soluções mais sofisticadas da engenharia anti-terremoto.
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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.