Para onde vai a carne brasileira? Os 5 maiores compradores em 2026
China lidera com 45,5% das exportações, mas EUA, Rússia e UE ganham força e diversificam os destinos do produto brasileiro
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A discussão sobre a política econômica do governo federal e seus impactos no comércio exterior chama a atenção para um dos principais pilares da economia brasileira: as exportações de produtos agropecuários. Para onde vai o produto que sai dos frigoríficos do país e quem são os parceiros comerciais mais importantes para este setor vital?
O Brasil se consolidou como um dos maiores exportadores de carne bovina do mundo, atingindo um recorde de 1,3 milhão de toneladas exportadas até maio de 2026 e chegando a mais de 177 países. Com base nos dados deste período, entender quem são os principais compradores ajuda a compreender não apenas a dinâmica do agronegócio, mas também as relações diplomáticas e comerciais do país em um cenário global competitivo.
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Os 5 maiores compradores de carne brasileira em 2026
Embora dezenas de nações importem o produto nacional, um pequeno grupo de países concentra a maior parte do volume e do faturamento. A dependência de certos mercados é um ponto de atenção, mas também demonstra a força das relações comerciais construídas ao longo dos anos. Veja a lista dos principais destinos.
1. China
O gigante asiático é, de longe, o principal destino da carne bovina brasileira. No acumulado até maio de 2026, a China respondeu por 45,5% do volume exportado, com um faturamento de US$ 3,78 bilhões. Apesar da liderança isolada, a participação chinesa vem diminuindo discretamente nos últimos anos, à medida que outros mercados se expandem. Os chineses preferem principalmente os cortes do dianteiro, usados em preparos cozidos e processados.
2. Estados Unidos
Consolidando-se como o segundo maior importador, os EUA compraram 178,6 mil toneladas até maio de 2026, gerando uma receita superior a US$ 1,16 bilhão. O mercado norte-americano é estratégico, principalmente pela importação de carne industrializada, utilizada na produção de hambúrgueres, mas também tem crescido como destino para cortes de maior valor agregado.
3. Chile
Entre os vizinhos sul-americanos, o Chile se destaca como um comprador fiel e em expansão. No primeiro trimestre de 2026, o país importou 38,57 mil toneladas, um aumento de 28,6% em relação ao mesmo período de 2025. O mercado chileno consome uma variedade de cortes, desde os mais nobres para churrasco até opções para o consumo diário.
4. Rússia
Retomando o protagonismo que teve no passado, a Rússia praticamente dobrou suas importações no primeiro trimestre de 2026, saltando de 13,8 mil para 27 mil toneladas em comparação com o ano anterior. Este crescimento consolida o país como o quarto maior comprador da carne brasileira, marcando um retorno significativo a este importante mercado.
5. União Europeia
O bloco europeu tem aumentado consistentemente o ritmo de compras e se firma como o quinto principal destino. A demanda é por cortes de alta qualidade, que atendem a padrões rigorosos. A expectativa é de um crescimento ainda maior caso o acordo comercial entre Mercosul e União Europeia seja aprovado, o que pode ampliar o acesso do produto brasileiro.
Para manter a liderança e reduzir a dependência de um único mercado, o setor produtivo busca constantemente a diversificação de destinos, com outros mercados apresentando crescimento mais rápido que o chinês. Superar barreiras sanitárias e se adaptar às exigências de cada comprador são desafios permanentes para os produtores nacionais, que precisam garantir qualidade e competitividade no cenário global.
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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.