O sertão no cinema: 5 filmes que retratam a força e a beleza do semiárido
De 'Central do Brasil' a 'Bacurau', uma lista de obras que usaram o sertão como cenário para grandes histórias
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O semiárido não é apenas um cenário, mas um personagem poderoso no cinema nacional. A força da caatinga, o sol intenso e as histórias de resistência e fé inspiraram diretores a criar obras que marcam a história do cinema brasileiro. Em diferentes épocas e com distintas abordagens, esses filmes exploraram as complexidades de um Brasil profundo, revelando sua beleza, dureza e a resiliência de seu povo.
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A seguir, listamos cinco produções que transformaram o sertão em protagonista de grandes histórias.
O sertão como cenário e personagem
“Deus e o Diabo na Terra do Sol” (1964)
Marco do Cinema Novo, o filme de Glauber Rocha é um retrato cru da miséria, do misticismo e da violência social. O sertão aqui é um lugar de desespero e busca por salvação, onde o vaqueiro Manuel se divide entre a devoção a um beato e a vida no cangaço, refletindo as contradições do Brasil.
“Central do Brasil” (1998)
Neste clássico indicado a dois Oscars (Melhor Filme Estrangeiro e Melhor Atriz para Fernanda Montenegro), o sertão é o destino de uma jornada de redenção. A professora Dora (Fernanda Montenegro) acompanha o menino Josué em busca de seu pai, e a paisagem árida se transforma em um palco para a descoberta de laços afetivos e o reencontro com as próprias raízes.
“O Auto da Compadecida” (2000)
Adaptado da obra de Ariano Suassuna e dirigido por Guel Arraes, o filme apresenta um sertão lúdico, cheio de humor e fé popular. As aventuras de João Grilo e Chicó revelam a criatividade do povo sertanejo para sobreviver e driblar as dificuldades com esperteza, em um dos maiores sucessos de bilheteria do país.
“Abril Despedaçado” (2001)
Com uma fotografia deslumbrante, o longa de Walter Salles mostra um sertão atemporal, preso a um ciclo de vingança entre famílias. A terra vermelha manchada de sangue simboliza a tradição e a tragédia que marcam a vida dos personagens, em uma história sobre honra e o desejo de romper com o destino.
“Bacurau” (2019)
Vencedor do Prêmio do Júri no Festival de Cannes em 2019, o sertão futurista e distópico de Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles é palco de uma resistência violenta e organizada. A comunidade de Bacurau se une para lutar contra invasores estrangeiros, transformando o isolamento geográfico em uma arma de defesa e afirmação cultural.
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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.