O que é a aurora austral e por que ela esteve mais forte entre 2024 e 2025
O fenômeno das luzes coloridas no céu apareceu com mais intensidade nos últimos anos; entenda a ciência por trás das auroras e sua relação com o pico de atividade do Sol
compartilhe
SIGA
A aurora austral, um espetáculo de luzes que dançam no céu do hemisfério sul, apareceu com uma intensidade incomum entre 2024 e 2025. O fenômeno, que normalmente fica restrito a regiões polares, foi observado com mais frequência e brilho em locais como a Tasmânia, na Austrália, e até no sul da América do Sul. O motivo esteve diretamente ligado ao Sol, que passou pelo pico de seu ciclo de atividade nesse período.
Esse balé de cores no céu é o resultado de uma interação cósmica. O Sol libera um fluxo constante de partículas carregadas, conhecido como vento solar. Ao se aproximarem da Terra, essas partículas são desviadas e canalizadas pelo campo magnético do planeta em direção aos polos sul e norte.
Leia Mais
Auroras boreais e austrais: o espetáculo de luz criado pelo encontro entre o Sol e a Terra
Aurora boreal: como a dança de luzes do céu fascina e protege a Terra
Quando essa energia solar colide com os gases presentes na alta atmosfera, como oxigênio e nitrogênio, ocorre a liberação de energia em forma de luz. É essa reação que cria as cortinas luminosas que vemos no céu, conhecidas como aurora austral no sul e boreal no norte.
Por que o fenômeno esteve mais forte?
A atividade solar não é constante. Ela segue um ciclo de aproximadamente 11 anos, com períodos de calmaria e de alta intensidade. O Sol passou recentemente pelo chamado “máximo solar”, uma fase de atividade intensa que ocorreu entre o final de 2024 e meados de 2025.
Nesse período, o Sol emitiu mais erupções e tempestades solares, lançando uma quantidade muito maior de partículas energizadas no espaço. Essa intensificação do vento solar sobrecarregou o campo magnético da Terra, resultando em auroras mais brilhantes, duradouras e visíveis em latitudes mais distantes dos polos.
As diferentes cores da aurora dependem do tipo de gás e da altitude da colisão. O verde, tom mais comum, é gerado por moléculas de oxigênio em altitudes mais baixas. Já os tons de vermelho, mais raros, surgem do contato com oxigênio em altitudes muito elevadas. O nitrogênio, por sua vez, pode produzir luzes azuis ou roxas.
Embora o pico solar já tenha passado, a atividade do Sol permanece elevada, e por isso o fenômeno deve continuar se manifestando com frequência, tornando destinos como a Tasmânia pontos privilegiados para observar um dos mais belos eventos da natureza.
Siga nosso canal no WhatsApp e receba notícias relevantes para o seu dia
Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.