Rinoplastia na adolescência: os riscos e os cuidados que se deve ter
Entenda qual a idade mínima recomendada, como o fator psicológico pesa na decisão e os principais pontos de atenção para os pais e jovens
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A repercussão recente em torno da realização de rinoplastias na adolescência trouxe à tona uma discussão importante sobre cirurgias plásticas nessa fase da vida. Embora muitas vezes associada à estética, a intervenção também pode ter indicações funcionais, como a correção de desvio de septo e dificuldades respiratórias. Ainda assim, a decisão de alterar a aparência durante a adolescência exige uma análise cuidadosa, que vai além da questão visual e envolve fatores físicos, psicológicos e emocionais, tanto para os jovens quanto para suas famílias.
Do ponto de vista médico, o principal ponto de atenção é o momento adequado para a realização do procedimento. A recomendação é que a rinoplastia seja feita apenas após o desenvolvimento completo da estrutura óssea da face. Esse cuidado é essencial para evitar que o nariz continue crescendo ou sofra alterações após a cirurgia, o que pode comprometer não apenas o resultado estético, mas também a funcionalidade do procedimento.
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Para as meninas, essa maturidade óssea geralmente é atingida por volta dos 15 ou 16 anos. Nos meninos, o processo pode ser um pouco mais tardio, ocorrendo em torno dos 17 ou 18 anos. Contudo, é crucial entender que essas idades são aproximações gerais e não uma regra fixa. Uma avaliação individualizada com exames, realizada por um especialista, é fundamental para confirmar o fim da fase de crescimento.
Além da idade: o fator psicológico
Tão importante quanto a maturidade física é a psicológica. É essencial que a decisão pela cirurgia parta do próprio adolescente, de forma consciente e bem refletida, e não de uma pressão externa de amigos, familiares ou mesmo das redes sociais. O desejo de se encaixar em um padrão de beleza irreal pode gerar frustração, mesmo com um resultado cirúrgico tecnicamente perfeito.
O diálogo aberto entre pais e filhos é o caminho mais seguro. É preciso entender as motivações por trás do desejo e alinhar as expectativas sobre o que o procedimento pode realmente oferecer. Uma mudança no nariz pode melhorar a autoestima, mas não resolverá questões mais profundas de autoaceitação ou problemas de relacionamento.
Para garantir um processo seguro e consciente, algumas etapas são indispensáveis:
Escolha do profissional: verificar se o cirurgião é membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) e possui experiência com pacientes jovens é o primeiro passo.
Alinhamento de expectativas: a conversa com o médico deve ser transparente, abordando o que é possível alcançar realisticamente com o procedimento, sem promessas milagrosas.
Compreensão dos riscos: toda cirurgia envolve riscos, como infecções, reações à anestesia ou resultados que não agradam. O adolescente e a família precisam estar cientes dessas possibilidades.
Cuidados no pós-operatório: o resultado final pode levar mais de um ano para ser totalmente visível. O processo exige paciência e o seguimento rigoroso de todas as orientações médicas para evitar complicações.
É importante destacar que a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) possui diretrizes específicas para procedimentos em menores de idade e que a autorização formal dos pais ou responsáveis legais é um requisito obrigatório para qualquer cirurgia plástica em pacientes com menos de 18 anos.
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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.