'Segunda sem carne': como o movimento cresce e impacta o meio ambiente
Reduzir o consumo de proteína animal um dia por semana já faz diferença; conheça a origem da campanha e os benefícios para a sua saúde e para o planeta
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Deixar o bife de lado um dia por semana tornou-se um hábito para muitos brasileiros. O movimento, conhecido como “Segunda Sem Carne”, cresce impulsionado não apenas por preocupações com a saúde e o meio ambiente, mas também pelo impacto no bolso, diante da alta no preço das proteínas de origem animal. A proposta é simples e direta: retirar produtos de origem animal do prato no primeiro dia útil da semana.
Lançada em 2009 no Reino Unido pelo músico Paul McCartney e, simultaneamente, no Brasil pela Sociedade Vegetariana Brasileira (SVB), a iniciativa ganhou alcance global. A campanha brasileira é hoje considerada a maior do mundo, com o objetivo de criar uma consciência coletiva sobre os efeitos do consumo excessivo de carne, incentivando uma mudança gradual e acessível nos hábitos alimentares. A escolha da segunda-feira é simbólica, representando uma oportunidade de começar a semana com uma atitude mais sustentável.
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Impactos positivos para a saúde e o planeta
Adotar a “Segunda Sem Carne” traz benefícios que vão além da economia no supermercado. Do ponto de vista da saúde, a diminuição do consumo de carne vermelha e processada está associada a um menor risco de desenvolvimento de certas doenças crônicas. Além disso, uma dieta com mais vegetais, grãos e leguminosas tende a ser mais rica em fibras, vitaminas e minerais.
O impacto ambiental é um dos pilares da campanha. A pecuária é uma das atividades humanas que mais consome recursos naturais. Para produzir apenas um quilo de carne bovina, por exemplo, são necessários, em média, 15 mil litros de água, segundo estimativas da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO). Reduzir o consumo, mesmo que por um dia, ajuda a diminuir essa pegada hídrica e a emissão de gases de efeito estufa.
Como aderir ao movimento?
Aderir à campanha não exige uma mudança radical na dieta. É possível começar aos poucos, substituindo a carne em apenas uma refeição, como o almoço. A chave está na descoberta de novos sabores e texturas, explorando a versatilidade dos vegetais e grãos.
Leguminosas como feijão, lentilha, grão-de-bico e ervilha são excelentes fontes de proteína e fibras, além de serem ingredientes acessíveis e muito presentes na culinária brasileira. Outras opções incluem cogumelos, que oferecem uma textura similar à da carne em muitas preparações, e o tofu, um derivado da soja que absorve bem temperos e pode ser usado em receitas variadas.
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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.