O grupo estatal China Information and Communication Technologies (CICT), sediado em Wuhan, registrou a transmissão de 3,2 pétabits de dados por segundo em um único filamento de fibra óptica. O volume permite descarregar 20 mil filmes em alta definição em apenas um segundo.

O experimento ocorreu em cooperação com o laboratório Peng Cheng, de Shenzhen, e a companhia sino-japonesa FiberHome Fujikura. A marca supera em quase 30% o índice anterior da própria equipe, estabelecido em março na faixa de 2,5 pétabits por segundo.

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Como funciona a estrutura de múltiplos núcleos

Diferente da fibra óptica convencional, cujo núcleo único atinge saturação física perto de 100 térabits por segundo, o modelo chinês reúne 24 núcleos no mesmo filamento. O arranjo geométrico foi desenhado para impedir que os sinais causem interferência mútua.

A luz viaja dividida em três faixas do espectro infravermelho: as bandas S, C e L, cada uma fracionada em centenas de canais. Milhares de caminhos luminosos avançam simultaneamente por um cabo de poucos milímetros ao longo de 10,3 quilômetros.

A operação empregou módulos ópticos comerciais fabricados em série pela indústria. Essa configuração garantiu a codificação e decodificação do sinal de forma direta e bidirecional, caracterizando o recorde em tempo real, sem necessidade de processamento posterior em computadores externos.

Demanda da inteligência artificial e suporte ao 6G

A expansão de grandes modelos de inteligência artificial impulsiona essa busca por capacidade de tráfego. Um centro de cálculo moderno voltado a essa finalidade requer de cinco a dez vezes mais cabos ópticos do que uma instalação tradicional de dados.

Durante os treinamentos computacionais, dezenas de milhares de processadores interagem continuamente e transferem dados intermediários. Ligações velozes evitam períodos de ociosidade das máquinas, poupando custos operacionais. O método também servirá para fortalecer as conexões centrais entre grandes cidades e estruturar a chegada das redes terrestres de 6G.

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O projeto conquistou avaliação de destaque na conferência internacional OFC 2026, com convite para publicação na revista "Journal of Lightwave Technology". Conforme divulgado pelo veículo "The Paper", a meta dos pesquisadores envolve alcançar a taxa de 10 pétabits por segundo no próximo ciclo de testes.

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