Empresa chinesa Meituan diz que novo modelo de IA foi treinado com chips locais
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A empresa de tecnologia chinesa Meituan lançou nesta terça-feira (30) um novo modelo de inteligência artificial (IA) que afirmou ser o primeiro de seu porte treinado com chips desenvolvidos no país asiático.
O país enfrenta uma disputa acirrada pela hegemonia em IA com os Estados Unidos, que restringem as exportações para a China de seus semicondutores mais avançados, projetados pela líder do setor, Nvidia.
Em resposta às restrições, a China acelerou os esforços para desenvolver seus próprios chips avançados.
A Meituan apresentou nesta terça-feira o LongCat-2.0, um modelo de linguagem de grande porte que considerou comparável ao Gemini 3.1, do Google, lançado em fevereiro.
Os modelos de linguagem de grande porte são a tecnologia que sustenta os chatbots e outras ferramentas de IA.
O LongCat-2.0 é "o primeiro modelo de um trilhão de parâmetros do setor que conclui o treinamento e a inferência de ponta a ponta em um cluster de computação nacional de 50.000 chips", afirmou a Meituan em um comunicado.
A empresa não revelou qual grupo chinês fabricou os chips usados no processo de treinamento.
O anúncio representa um marco para a indústria chinesa de IA, porque treinar modelos competitivos com grandes quantidades de dados digitais exige chips de alta capacidade.
A equipe de pesquisa da Meituan começou a explorar o uso de chips de fabricação chinesa em 2023 e "comprovou que somos capazes de executar o treinamento de modelos em larga escala em clusters de computação nacionais", afirmou a empresa.
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