O Engineered Material Arresting System (EMAS) consiste em uma área de escape instalada no fim da pista, formada por blocos de concreto celular espumoso. Ao passar sobre a estrutura, o conjunto do trem de pouso rompe o material, desacelerando o avião de maneira gradual e sem provocar danos estruturais graves à cabine e aos passageiros.
Congonhas foi o primeiro aeroporto da América Latina a receber o EMAS. A instalação da estrutura nas duas cabeceiras da pista principal supriu a ausência de áreas de escape convencionais em grama, que demandariam centenas de metros adicionais de terreno plano inexistentes no sítio aeroportuário.
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O terminal paulistano opera sob severas restrições geográficas, cercado por avenidas movimentadas e bairros densamente povoados. Em situações de ultrapassagem acidental do limite pavimentado — seja durante pousos com perda de aderência ou decolagens abortadas no último instante —, o mecanismo atua como uma barreira física de desaceleração mecânica.
Como funciona o processo de retenção na pista
o avião ultrapassa o limite da pista asfaltada e atinge os blocos de concreto poroso;
o peso dos eixos rompe as placas sólidas, afundando o conjunto de rodas de forma controlada;
o esmagamento do material dissipa a energia cinética do jato comercial em velocidade;
o atrito uniforme desacelera a composição até a imobilização total da aeronave.
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A implantação do recurso foi entregue em 2022 e atendeu às recomendações de segurança internacionais acompanhadas pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), visando elevar as margens de proteção na pista principal de Congonhas.
