IA na gestão pública: como a tecnologia pode atuar no SUS
Candidato Augusto Cury apresenta proposta; entenda os desafios do uso de inteligência artificial na gestão da saúde pública
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A proposta do escritor e candidato pelo Avante, Augusto Cury, de implementar inteligência artificial (IA) na gestão pública, especialmente no Sistema Único de Saúde (SUS), ganhou destaque após debate na TV Globo. O autor foi questionado pela jornalista Renata Vasconcellos sobre os detalhes práticos de seu plano durante o programa no sábado (29/8), o que intensificou o debate sobre a viabilidade da tecnologia na saúde brasileira.
A ideia central de Cury envolve usar a automação em diversas áreas. A proposta inclui a implementação de telemedicina no SUS para universalizar o acesso, a substituição de parte dos servidores públicos por sistemas de IA e a criação de um Ministério da Inteligência Artificial e Robótica.
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Como a inteligência artificial pode funcionar no SUS?
Segundo as propostas apresentadas, a telemedicina seria implementada de forma robusta para desafogar as unidades presenciais do SUS, permitindo que os pacientes tenham uma primeira avaliação médica de forma remota. Sistemas de inteligência artificial e plataformas digitais complementariam esse esforço para universalizar o acesso ao atendimento médico.
Esse modelo, em tese, poderia reduzir o tempo de espera e otimizar a alocação de profissionais e equipamentos. O sistema também poderia analisar grandes volumes de dados para identificar padrões epidemiológicos, prever surtos de doenças e melhorar o planejamento de políticas públicas de saúde.
Quais os desafios da IA na saúde pública?
Embora a proposta pareça promissora, a implementação da inteligência artificial no sistema público de saúde enfrenta grandes obstáculos. Os principais desafios práticos para a automação no atendimento médico incluem:
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Acesso e inclusão digital: uma parcela considerável dos usuários do SUS possui baixo letramento digital ou não tem acesso consistente à internet, o que criaria uma barreira para o uso de sistemas de triagem online.
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Precisão dos algoritmos: a tecnologia precisa ser extremamente precisa para evitar erros de diagnóstico. Uma falha na avaliação pode ter consequências para a saúde do paciente, exigindo constante supervisão humana.
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Segurança dos dados: os sistemas devem garantir a proteção total das informações sensíveis dos pacientes, em conformidade com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), para evitar vazamentos e uso indevido.
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Custo de implementação: a aquisição de tecnologia, a integração de sistemas e o treinamento de profissionais de saúde representam um investimento financeiro elevado para os cofres públicos.
A discussão sobre o uso de IA na gestão pública não é nova. Atualmente, o SUS já oferece teleatendimento em algumas regiões do país. A proposta de Cury, no entanto, coloca o tema em evidência em escala nacional, forçando uma análise mais aprofundada sobre como aliar inovação tecnológica com a realidade do atendimento à população brasileira.
Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.
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*Estagiária sob supervisão do editor João Renato Faria