ADRENALINA

Por que gostamos de assistir a filmes de terror?

Da tensão ao alívio, há uma ciência por trás do nosso prazer de sentir medo; entenda o que acontece no cérebro quando levamos um susto

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Ao assistir a um filme de terror, você já se perguntou de onde vem o prazer em tomar sustos? A resposta está em uma complexa mistura de reações químicas e mecanismos psicológicos que transformam o medo em uma fonte de entretenimento e até mesmo de alívio.

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Quando assistimos a uma cena de perseguição ou a um momento de grande tensão, nosso cérebro não distingue completamente a ficção da realidade. Ele ativa a amígdala, uma área responsável por processar emoções como o medo, e dispara uma resposta de "luta ou fuga". O corpo é inundado por hormônios como adrenalina e cortisol, que aumentam a frequência cardíaca e nos deixam em estado de alerta máximo.

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Essa experiência é muito semelhante à de andar em uma montanha-russa. O cérebro recebe todos os sinais de perigo iminente, mas, ao mesmo tempo, uma parte mais racional, o córtex pré-frontal, nos lembra de que estamos em um ambiente controlado e seguro. Essa consciência de que a ameaça não é real permite que a descarga de adrenalina seja percebida como excitante, e não como um trauma.

Ciclo de tensão e alívio

A verdadeira recompensa para o cérebro vem logo após o susto. Quando o personagem escapa e a cena de perigo passa, nosso corpo libera uma onda de neurotransmissores de bem-estar, como a dopamina e as endorfinas. Esse “coquetel químico” gera uma sensação de euforia e alívio intenso, e é por isso que muitas pessoas se sentem revigoradas após uma sessão de terror.

A exposição controlada ao perigo também pode funcionar como uma forma de catarse. Ao enfrentar medos em um cenário fictício, podemos processar ansiedades da vida real de maneira segura.

Além disso, a experiência de assistir a um filme de terror em com outras pessoas fortalece laços afetivos, pois compartilhar o medo e o alívio subsequente cria uma sensação de conexão e cumplicidade.

O processo pode ser resumido da seguinte forma:

  • Antecipação: o cenário, o enquadramento, os movimentos de câmera e a trilha sonora do filme criam um ambiente de tensão que prepara o cérebro para o susto

  • Reação: o corpo entra em modo de alerta com a descarga de adrenalina, causando reações físicas como o aumento dos batimentos cardíacos.

  • Alívio: após a ameaça passar, a consciência de que tudo é ficção gera uma sensação de segurança e prazer, reforçada pela liberação de dopamina.

Esse ciclo de tensão e alívio explica por que tantos voltam a procurar por essa emoção nas salas de cinema ou em casa. O cérebro aprende a associar o susto inicial a uma sensação final de euforia e conquista.

Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.

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*Estagiária sob supervisão do subeditor Thiago Prata

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