O verão é marcado por altas temperaturas e por um inimigo invisível e, muitas vezes, subestimado: as doenças respiratórias. A pneumologista Michelle Andreata, da empresa especializada em home care Saúde no Lar, explica que entre as mais recorrentes estão o resfriado comum, causado principalmente por rinovírus, que tem como sintomas a congestão nasal, coriza, dor de garganta e tosse. “É uma infecção leve e geralmente melhora em uma semana.”

A especialista cita também a gripe, provocada pelo vírus Influenza e que apresenta sinais mais intensos, como febre alta, dor muscular, fadiga, tosse e dor de garganta. “Podemos mencionar a bronquite, que tem a ver com a inflamação dos brônquios; a asma, que pode ser agravada neste período do ano, devido à maior exposição a alérgenos e poluentes; a sinusite, que tem a ver com a inflamação dos seios nasais, e que frequentemente é desencadeada por infecções virais como resfriados; e a faringite, inflamação da faringe, geralmente causada por vírus, mas que também pode ser bacteriana.”



Essas doenças, de acordo com a pneumologista, são mais comuns no verão devido a fatores como mudanças climáticas, que fazem com que o calor e a umidade favoreçam a proliferação de vírus e bactérias e ao uso frequente de ar-condicionado, que resseca as vias aéreas, tornando-as mais suscetíveis a infecções, e aglomerações. "É um período que coincide com as férias escolares, atividades ao ar livre e eventos como carnaval, que aumentam o contato entre as pessoas, facilitando a transmissão de doenças.”

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Para prevenção, a médica recomenda:

- Higiene pessoal, lavando as mãos regularmente, usando álcool gel e evitando tocar o rosto

- Hidratar, bebendo bastante água para manter as vias aéreas úmidas

- Vacinação em dia para doenças como a gripe

- Evitar ambientes fechados e aglomerados, principalmente se estiverem mal ventilados

Para quem já está doente, é importante:

- Repouso, já que descansar ajuda na recuperação

- Higiene respiratória, cobrindo a boca ao tossir ou espirrar e usar máscaras, se necessário

- Evitar contato próximo, mantendo distância de outras pessoas para que não haja transmissão

- Hidratação. Mais uma vez, beber bastante água para manter as vias aéreas úmidas

- Alimentação leve e equilibrada, com alimentos ricos em vitaminas e nutrientes

Pensando no período de folia, a dica da médica é: “caso o paciente esteja com sintomas gripais, o ideal é não sair de casa. Se o fizer, e estiver em lugares aglomerados, é fundamental o uso de máscaras, lavar as mãos frequentemente e usar álcool gel, evitar compartilhar objetos pessoais e se manter hidratado e bem alimentado.”

Para quem não está doente e quer fugir de qualquer infecção respiratória, vale higienizar as mãos, não ter contato direto com outras pessoas, seja apertos de mão, abraços e beijos, especialmente com pessoas que apresentem sintomas de doenças respiratórias, manter uma distância segura das pessoas, evitar áreas superlotadas e limitar o consumo de álcool.

“Esteja atento com relação às vacinas, especialmente contra a gripe e COVID-19, para saber se estão atualizadas, e fique de olho em qualquer sintoma de doença respiratória, como tosse, febre ou dificuldade para respirar”, ensina.

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