Para acabar com o imposto que afeta compras internacionais em dinheiro acima de US$ 50, o famoso “ imposto das blusas ”, o governo estuda alternativas de compensação. Pela lei, para extinguir um tributo, o governo precisa cortar despesas desnecessárias ou criar uma nova fonte de receita.
O aumento dos preços do petróleo devido à guerra no Oriente Médio deve aumentar os lucros da Petrobras e também reforçar outras regulamentações governamentais relacionadas ao valor da commodity. Com isso, a equipe econômica vem sofrendo pressão da ala política para utilizar parte desses recursos para fins bancários ou para o pagamento de “impostos de camisa”.
As estimativas divulgadas pela equipe econômica no último relatório bimestral de receitas e despesas do governo indicam que o governo receberá R$ 54,1 bilhões em dividendos estaduais. Segundo especialistas do Ministério da Fazenda , essa estimativa precisa ser revisada.
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Com isso, seria possível, neste caso, destinar esse dinheiro para financiar a extinção da “taxa das blusinhas”. O problema, no curto prazo, é que essa impostura coincide com as iniciativas do governo para conter os altos preços dos combustíveis. O governo utilizou parte do aumento estimado da receita do petróleo para reduzir os impostos do PIS/Cofins . Caberá a Luiz Inácio da Silva decidir se mantém os dois preços dos combustíveis ou se acaba com a taxa de US$ 50 sobre compras internacionais. A menos que a equipe econômica encontre outra solução.
