O senador Rogério Marinho (PL-RN) se emocionou ao falar de Flávio Bolsonaro durante o lançamento de sua candidatura à Presidência do Senado, nesta quarta-feira (4/11). Coordenador da campanha presidencial de Flávio, Marinho defendeu a decisão do aliado de deixar o país depois da derrota no segundo turno.
“Olha para o pai preso, com o irmão exilado”, disse Marinho, com a voz embargada, em vídeo que circula nas redes sociais. “Não imagine ninguém que é fácil fazer o que ele fez. Cortar os laços. Buscar uma vida diferente.”
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Fuga contra ordem do STF
Flávio deixou o Brasil em 27 de outubro, dois dias depois de perder a eleição para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), mesmo proibido pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), de sair do país. O senador é investigado pela Polícia Federal por suspeita de participação em um esquema de lavagem de dinheiro e evasão de divisas e tinha recebido ordem para entregar os passaportes.
Segundo o jornal The New York Times, o jato que levou Flávio da Argentina aos Estados Unidos foi providenciado por Jason Miller, assessor do presidente Donald Trump. Já em Miami, o senador divulgou uma carta de teor golpista em que se declarou “presidente eleito do Brasil” e depois recuou, sob pressão da Casa Branca.
O pai dele, o ex-presidente Jair Bolsonaro, cumpre pena em prisão domiciliar por tentativa de golpe de Estado. O irmão, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro, vive nos EUA e foi condenado pelo STF por coação no curso do processo da trama golpista.
Disputa com Alcolumbre
Marinho é o nome do PL para disputar o comando do Senado com o atual presidente, Davi Alcolumbre (União-AP), que tenta a reeleição em fevereiro de 2027. A candidatura é a aposta do partido, que saiu das urnas como a maior força do Congresso, para fazer avançar no Senado pedidos de impeachment de ministros do STF.
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Alcolumbre, por sua vez, articula a reeleição com apoio do presidente Lula e do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB).
