Rogério Marinho já se movimenta abertamente para comandar o Senado a partir de 2027
O coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro tem dito, inclusive diretamente a ministros do STF, que não vai se omitir em processos de impeachment de ministros do tribunal. Nesta terça, ele passou mal e foi internado em Brasília
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O coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro (P), senador Rogério Marinho (PL-RN), já deu início à campanha para se tornar presidente do Senado a partir de 2027, considerando a força da direita em geral — e do próprio PL em particular — na composição do plenário da casa na próxima legislatura. O presidente do partido, Valdemar da Costa Neto, convocou para esta quarta-feira, 7, em Brasília, uma reunião com os senadores atuais e os que se sagraram vencedores no domingo. Governadores e deputados federais eleitos. A ideia é discutir a estratégia da campanha de Flávio Bolsonaro rumo ao segundo turno das eleições, mas a sucessão nas duas casas do Congresso também tende a ser assunto, ainda que nos bastidores.
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Uma das estratégias de Rogério Marinho neste momento é demonstrar que tem autoridade política para conduzir o impeachment de ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) sem provocar uma crise institucional. Foi com esse propósito que ele se encontrou nesta terça-feira, 6, com o presidente da corte, Edson Fachin. O encontro havia sido solicitado antes da eleição, mas o ministro só aceitou recebê-lo após o resultado das urnas, que mostrou a força do PL no Senado e o favoritismo de Flávio Bolsonaro.
Marinho já se reuniu com outros cinco ministros da corte para falar sobre sua intenção de conduzir os processos sem que pareça vingança pela condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro por tentativa de golpe. Além de Fachin, receberam o senador os ministros Cristiano Zanin, Gilmar Mendes, Luiz Fux, André Mendonça e Kassio Nunes Marques. Os dois alvos do bolsonarismo são Alexandre de Moraes, relator do processo que condenou o ex-presidente, e Flávio Dino, que pediu vista do processo que pede investigação de Moraes.
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O senador bolsonarista pediu “contenção” ao STF. Para ele, a corte interfere no processo eleitoral. Ele indicou que, se ganhar a disputa para ocupar a cadeira que hoje é de Davi Alcolumbre (União Brasil-Amapá), sua postura não será de segurar processos de impeachment de ministros. “Deixamos claro que, na hora que houver algum crime de responsabilidade por um ministro do STF, o Senado não vai se omitir. E hoje ele tem se omitido”, disse o senador ao sair da reunião com Fachin. À tarde, ele foi internado em Brasília após um mal-estar na volta de uma viagem a Goiânia, onde acompanhou o evento de campanha em que Flávio Bolsonaro recebeu o apoio de Ronaldo Caiado (PSD). Em nota, o gabinete de Marinho declarou que ele “passa bem” e que foi levado ao hospital como uma medida de precaução.