O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou nesta sexta-feira (30/10), em Belo Horizonte, que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pretende definir as prioridades e o formato de atuação do próximo governo antes de escolher os integrantes da equipe ministerial. Segundo Padilha, a proposta é construir uma nova forma de governar, com maior participação da população, tanto nas mobilizações presenciais quanto nas redes sociais. A declaração foi dada durante o anúncio de uma nova unidade do Hospital Universitário Ciências Médicas de Minas Gerais (HUCM-MG), que terá atendimento integral pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Ao comentar os planos de Lula para o próximo mandato, Padilha afirmou que o presidente pretende ampliar os canais de diálogo com diferentes parcelas da sociedade, incluindo idosos e jovens. De acordo com o ministro, a participação popular foi uma das ideias apresentadas pelo petista durante a campanha eleitoral, ao lado da defesa do SUS, da educação, da cultura e das condições humanas.
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"Ele falou que quer construir uma nova forma de governar. O presidente Lula disse que a participação do povo, a atenção do povo, seja pelas mobilizações nas ruas, como também nas redes sociais, participação dos idosos, da juventude, traz para ele o sentimento de construir uma nova forma de governar", declarou.
Na avaliação de Padilha, a escolha dos nomes que vão compor a equipe deve ocorrer somente depois que Lula estabelecer como pretende conduzir a nova gestão e consolidar os compromissos assumidos durante a campanha. O ministro ponderou que o presidente não precisa acelerar a definição dos integrantes do governo.
"O presidente vai ter o tempo dele para montar a equipe e não precisa ter pressa em relação a isso", afirmou. Ele acrescentou que, pelo que conhece do presidente, a tendência é que primeiro seja definida a estrutura de funcionamento do governo e, em seguida, os nomes responsáveis por executá-la.
Para ilustrar o processo, Padilha lembrou a formação do segundo mandato de Lula, em 2006. Na ocasião, segundo o ministro, o presidente só concluiu a montagem do novo governo em março de 2007, depois de trabalhar na construção de um pacto e na definição das prioridades da gestão.
Permanência no Ministério da Saúde
Questionado sobre a possibilidade de continuar à frente da pasta, Padilha afirmou que está à disposição do presidente, mas ressaltou que a decisão cabe a Lula. O ministro disse estar satisfeito com o trabalho desenvolvido no Ministério da Saúde e mencionou sua candidatura a deputado federal como uma demonstração de que pretende continuar atuando politicamente ao lado do presidente.
"Estou muito grato e orgulhoso do trabalho que estamos fazendo no Ministério da Saúde. Nós estamos à disposição do presidente, como sempre tivemos", declarou.
Padilha também voltou a destacar que a defesa do SUS esteve entre as prioridades apresentadas por Lula durante a campanha. A ampliação da participação social e a construção de novas formas de comunicação com a população, segundo ele, devem fazer parte da organização do próximo governo.
Novo hospital em Belo Horizonte
O anúncio feito pelo ministro nesta sexta-feira prevê a implantação da Unidade II do Hospital Universitário Ciências Médicas de Minas Gerais, no bairro Santa Efigênia, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte. A estrutura funcionará no espaço da antiga Maternidade Octaviano Neves e terá atendimento 100% pelo SUS.
A nova unidade contará com leitos adicionais e pontos de hemodiálise destinados a pacientes da rede pública. A expectativa é que a ampliação permita dobrar a capacidade de internação da instituição e fortalecer a assistência especializada em nefrologia.
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A iniciativa busca ampliar a oferta de atendimento hospitalar especializado em Minas Gerais, especialmente para pacientes que dependem da rede pública de saúde.
