A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) prendeu preventivamente nessa quarta-feira (28/10) um dos suspeitos de terem agredido a deputada federal Duda Salabert (Psol) e seu assessor, Felipe Gomes, no mês passado. A parlamentar inspecionava uma possível extração ilegal de minérios no Bairro Belvedere, em Belo Horizonte, quando foi agredida por três homens.
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Segundo informação da PCMG, o investigado foi localizado em um estabelecimento comercial às margens da Lagoa Vargem das Flores, em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH). Com a identificação do suspeito, o homem foi preso preventivamente.
Em nota, a deputada federal reeleita afirmou que apoia o avanço das investigações contra a mineração ilegal, e que está disposta a enfrentar a prática e aqueles que lucram a partir dela.
"Fui surpreendida hoje com a notícia da prisão de um bandido que tentou me matar e matar o Engenheiro Ambiental, Felipe Gomes, enquanto exercíamos nossa função de fiscalizar um crime ambiental. É fundamental que as investigações avancem para desmantelar toda a rede criminosa, principalmente quem compra o minério ilegal e financia essa cadeia. Não vão nos intimidar. Seguirei colocando meu corpo à disposição do enfrentamento à mineração ilegal e de quem lucra com a destruição de Minas Gerais", declarou Duda, na nota.
Em um vídeo publicado nas redes sociais, a parlamentar explica o caso e parabeniza a Polícia Civil pelas investigações. Segundo a deputada, o homem já teria passagens pela polícia por outros crimes cometidos, mas migrou para o roubo de minério, por ser mais lucrativo. Para ela, o fenômeno é parecido com o que aconteceu no Rio de Janeiro e as milícias.
"As informações que me chegaram, é que essa pessoa que tentou nos matar já tem passagem pela polícia por homicídio, roubo e tráfico de drogas. E aí vem outra informação preocupante, agora para o estado: o que a polícia desconfia é que esses criminosos estão abandonando o tráfico de drogas e migrando para o roubo de minério, porque é mais lucrativo e a pena é menor. Foi isso que aconteceu no Rio de Janeiro, por exemplo. Os criminosos começam a abandonar o tráfico de drogas e começam a atuar em áreas da milícia, por exemplo, que tem muito mais dinheiro envolvido", afirma a parlamentar.
Ao fim do vídeo, Duda defende que seja instituída uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), para investigar os criminosos que lucram com a prática da mineração ilegal, incluindo políticos e fiscais do meio ambiente corruptos.
"A gente sabe que quem foi preso é apenas a 'ponta do iceberg' de uma estrutura criminosa que movimenta milhões de reais. Para se ter uma ideia, nesse local que tentaram nos matar, estima-se que foi roubado cerca de R$ 30 milhões em minério. Esse dinheiro alimenta uma estrutura criminosa, que tem político corrupto, fiscais do meio ambiente corruptos e criam a chamada máfia da mineração. Por isso eu estou lutando para criar, em Brasília, a CPI da máfia da mineração, para a gente chegar de fato nos verdadeiros criminosos", diz a deputada, na publicação.
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*Estagiário sob a supervisão do subeditor Humberto Santos
