O recado duro da Casa Branca para Flávio Bolsonaro
Segundo Patrícia Vasconcellos, do SBT News, carta em que o senador se apresentou como "verdadeiro presidente eleito" causou incômodo no governo Trump
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A carta em que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) se apresentou como “o verdadeiro presidente eleito do Brasil” gerou desconforto nos bastidores do governo de Donald Trump, segundo a colunista Patrícia Vasconcellos, do SBT News. De acordo com a jornalista, um integrante da administração norte-americana teria comentado que o governo dos Estados Unidos não desejaria ver o senador se apresentar como presidente de fato do Brasil.
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Flávio está nos Estados Unidos desde quarta-feira (28/1), após fugir do Brasil, apesar de uma decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que o proibia de sair do país.
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Carta corrigida
A declaração, de três páginas, foi enviada na quarta-feira (28/10) a veículos brasileiros e estrangeiros, em versões em diferentes idiomas, logo depois da confirmação de que uma entrevista coletiva prevista com o senador não aconteceria mais. Na primeira versão, Flávio se dirigia ao povo brasileiro e à comunidade internacional como “o verdadeiro presidente eleito do Brasil”. Minutos depois, uma correção trocou a expressão por “o líder do Brasil”.
Segundo a colunista, não se sabe se a formulação foi questionada pela base de apoio do senador, mas o tema não passou despercebido em Washington. A presença da família Bolsonaro nos Estados Unidos tem motivado conversas internas no governo americano sobre como equilibrar o assunto com a rotina da relação bilateral com o Brasil.
O que disse Trump
Questionado diretamente sobre a frase, Trump evitou comentar, mas confirmou que o governo autorizou a entrada do senador no país.
“Bem, não vou comentar isso, mas sei que demos autorização para que ele entrasse no país, então vamos ver. Mas não vou me envolver. Foi uma eleição muito estranha, isso é certo”, afirmou o presidente americano. “Não tomei partido na eleição, mas, quando vejo algo inadequado, eu me manifesto. Achei que ele e sua família foram tratados de maneira muito injusta.”
Próximos passos
Na carta, Flávio afirmou que “não abandonou os brasileiros” e indicou que, nos próximos dias, vai se dirigir regularmente à população e apresentar uma estratégia para mobilizar a oposição e o apoio popular que diz ter.
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A imprensa brasileira e estrangeira esperava ouvir do próprio senador detalhes sobre os planos dele nos Estados Unidos. Uma entrevista coletiva marcada para esta quinta-feira (29/10), em Miami, chegou a ser anunciada, mas foi cancelada.