O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, evitou comentar a carta do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) publicada neste domingo (28/10), em que acusou fraude nas eleições do Brasil e disse ser o líder legítimo do país.

Em uma entrevista coletiva, Trump foi questionado por um jornalista e se limitou a responder que concedeu uma autorização para que Flávio entrasse nos EUA. Por pedido da Polícia Federal, ele teve o passaporte cancelado.

"Não vou comentar isso. Eu sei que nós demos a ele uma autorização para entrar no país, então vamos ver. Mas não vou me envolver", respondeu o presidente americano.

Trump justificou a autorização dizendo que Flávio e a família “foram tratados de forma muito injusta”. “Eu não me posicionei nas eleições, como vocês sabem. Mas quando eu vejo algo que é inapropriado, eu trago à tona”.

Ele ainda voltou a mostrar suspeita sobre a validade do pleito brasileiro: “Foi uma eleição muito estranha. Isso é certo”.

Na carta, Flávio agradeceu Trump e “o maravilhoso povo americano”, pelo acolhimento. Também citou o presidente da Argentina, Javier Milei, “pela coragem, senso de justiça e legalidade”.

Sobre os Estados Unidos, ele escreveu: “Essa é uma terra de liberdades e irmãos que comungam dos mesmos valores das boas pessoas do meu país. O presidente Trump é um grande defensor da liberdade de expressão”.

Carta de Flávio Bolsonaro

O senador divulgou um documento em que disse ser o “verdadeiro presidente do Brasil”. Pouco depois, mudou o texto e passou a se chamar de “líder” do país.

O documento foi a primeira declaração de Flávio após fugir para os Estados Unidos depois de perder o segundo turno da eleição para Lula (PT) e ter o passaporte confiscado por pedido da Polícia Federal.

Para Flávio Bolsonaro, a virada de Lula foi a concretização de uma “impossibilidade matemática”. “Ao longo de toda a campanha, houve abuso de poder político, econômico e uso da máquina pública em favor da reeleição. São fatos graves, expressamente vedados por lei, que justificam a cassação da chapa Lula-Alckmin”, avaliou.

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“Não era minha intenção deixar minha pátria, mas eu sei exatamente onde isso vai dar. Isso é o manual clássico de qualquer golpe de Estado. A perseguição política que começou com meu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, e se espalhou para milhares de outros brasileiros patriotas comuns e até mesmo cidadãos americanos, tem um único objetivo: silenciar qualquer pessoa que não concorde com o regime de exceção instaurado no Brasil, através de uma Suprema Corte aparelhada pela organização criminosa petista”, acusou o candidato derrotado.

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