O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) rebateu provocações do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) sobre seu filho, o empresário Fabio Luís da Silva, conhecido como Lulinha, dizendo que não o protege, acusando o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) de, pelo contrário, aparelhou o governo para blindar o filho.
No primeiro momento de enfrentamento entre os candidatos do segundo turno da eleição presidencial durante o debate da TV Band neste domingo (18/10), Flávio não respondeu à pergunta feita por Lula sobre ter votado contra a ampliação da licença-maternidade e citou o nome da lobista Roberta Luchsinger, sócia de Lulinha, investigada pela Polícia Federal.
“O meu filho abriu a sua conta bancária e abriu seu telefone para ser investigado porque eu não sou um pai que protege o filho como você foi protegido pelo seu pai”, disse o presidente.
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Em uma reunião ministerial em 2020, Jair Bolsonaro disse que iria trocar cargos para salvar familiares investigados. Naquele momento, Flávio era investigado por acusação de rachadinha no gabinete de deputado estadual no Rio de Janeiro. "Eu não vou esperar foder a minha família toda, de sacanagem, ou amigos meu, porque eu não posso trocar alguém da segurança na ponta da linha que pertence a estrutura nossa. Vai trocar! Se não puder trocar, troca o chefe dele! Não pode trocar o chefe dele? Troca o ministro! E ponto final! Não estamos aqui pra brincadeira", disse na ocasião.
Depois da fala, o então diretor-geral da PF, Maurício Valeixo, foi exonerado, o então ministro da Justiça Sergio Moro pediu demissão, e o novo diretor trocou o superintendente da PF no Rio.
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Após citar o caso, Lula completou: "Se tiver investigação, se tiver problema, será investigado. Seja meu filho, seja meu irmão, qualquer um. Eu não escondo e nem mudo o diretor da Polícia Federal, nem mando o ministro ir embora porque ele não quis trocar o diretor da Polícia Federal."
