O senador e candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL), declarou voto favorável à proposta de emenda à Constituição que determina o fim da escala 6x1. Apesar do posicionamento favorável anunciado publicamente, a coluna “Painel”, do jornal “Folha de S.Paulo”, aponta que o parlamentar bolsonarista fez chegar a aliados a informação de que vai rever pontos da proposta caso seja eleito.
A definição do voto ocorreu a 12 dias do segundo turno da disputa. Nesse período, o governo Lula corre contra o tempo para conseguir aprovar a proposta antes da eleição. Nas redes sociais, governistas realizavam forte pressão sobre Flávio para que ele informasse de forma clara como votaria o texto.
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Garantias aos empresários nos bastidores
Em meio à pressão exercida pelos governistas, Flávio confirmou o apoio à PEC. Contudo, para acalmar os ânimos dos empresários que vinham pressionando os senadores a votarem contra a proposta, o congressista confidenciou nos bastidores que vai rever alguns pontos do projeto após a eleição.
Aliados do senador e empresários relataram ao "Painel" que tiveram a garantia de alterações futuras. Segundo eles, com Flávio eleito, alguns pontos da PEC proposta pelo senador Rogério Marinho (PL-RN) serão levados para discussão no Congresso Nacional.
Regime flexível e negociação direta
A proposta formulada pela oposição vem sendo criticada por governistas. O texto alternativo de autoria de Rogério Marinho permite que os trabalhadores adotem um regime de trabalho flexível, estruturado por horas trabalhadas e negociadas diretamente entre patrão e empregado.
A ideia defendida pelo senador e seus aliados não busca derrubar a PEC do fim da 6x1 em definitivo. O objetivo central é aprovar trechos que abram brecha para a negociação formal entre a empresa e o trabalhador.
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As conversas mantidas com aliados e representantes empresariais indicam que as eventuais alterações ficarão para depois das eleições. Com isso, os pontos debatidos por Rogério Marinho dependem do resultado das urnas para entrarem em discussão pelos parlamentares no Congresso Nacional.
