Escala 6x1: veja as propostas de Lula e Flávio para a jornada de trabalho
Veja como o fim da jornada 6x1 e a proposta de horário flexível dividem os candidatos e podem transformar a rotina do trabalhador brasileiro
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Com o debate do fim da escala 6x1 e a disputa eleitoral no segundo turno, muitos eleitores questionam o posicionamento dos candidatos Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) sobre a definição da jornada de trabalho no Brasil.
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A proposta defendida por Lula elimina a escala 6x1 e diminui a carga semanal de 44 para 40 horas sem redução salarial. O texto foi aprovado na Câmara dos Deputados, por 472 votos a 22 no primeiro turno, e agora tramita no Senado, onde já passou por duas das cinco sessões de discussão exigidas antes da votação em primeiro turno. A terceira sessão está marcada para esta quinta-feira (8), e a expectativa é que a votação em primeiro turno ocorra em 15 de outubro. Para ser aprovada, a PEC precisa de 49 dos 81 votos em cada turno.
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No plano de governo registrado no Tribunal Superior Eleitoral, Lula formalizou o compromisso de aprovar o modelo. O atual presidente sustenta que o avanço tecnológico deve beneficiar trabalhadores, aliviando a sobrecarga de mães e garantindo tempo de convivência familiar aos pais.
A proposta de horário flexível
Já Flávio Bolsonaro assinou a PEC 12/2026, projeto apresentado pelo senador Rogério Marinho. O texto cria um sistema de remuneração por hora trabalhada e permite acordos individuais, que prevalecem sobre convenções coletivas, com direitos calculados de forma proporcional. A proposta mantém o limite constitucional de 44 horas semanais e entraria em vigor 180 dias após a promulgação.
Defensores intitulam o texto de “PEC da liberdade” ou “PEC do horário flexível”. Críticos, entre eles a deputada Erika Hilton (PSOL-SP), chamam o projeto de “escala 7x0” e apontam o risco de jornadas sem descanso garantido. Em análise preliminar, o ministro André Mendonça, do TSE, entendeu que a PEC não altera o descanso semanal remunerado nem institui sete dias consecutivos de trabalho, e determinou a retirada de publicações que apresentavam a “escala 7x0” como fato consumado e a atribuíam diretamente a Flávio.
O plano de governo do senador defende a negociação direta entre empregado e empregador. Flávio argumenta que a Consolidação das Leis do Trabalho está desatualizada por anteceder a internet, o modelo de home office e os aplicativos.
Divergências centrais entre os candidatos
Lula afirma que a proposta rival retira ganhos salariais e cobra posicionamento público do senador na votação.
Flávio classifica o projeto de redução como oportunista e declara que a regra geraria desemprego em massa.
Lula aponta que a escala 6x1 sobrecarrega trabalhadoras que acumulam tarefas domésticas.
Flávio sustenta que a jornada flexível facilita a inserção de mulheres impedidas de atuar pela rigidez dos horários.
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Ao falar com a imprensa em Brasília, Flávio evitou declarar voto sobre o fim da escala 6x1 e declarou oferecer uma alternativa melhor ao dar autonomia para o profissional definir a própria carga horária.