O governador eleito de Minas Gerais, Cleitinho Azevedo (Republicanos), disse que pretende transformar o estado em referência de pacificação política. A declaração foi dada em entrevista ao programa Bastidores CNN, nos estúdios da emissora em Brasília, quando ele foi questionado sobre uma eventual candidatura à Presidência da República.

“Vocês podem ter certeza, vocês podem me cobrar: Minas Gerais vai ser referência em todos os setores, mas, o mais importante, de pacificação. O nosso país não aguenta mais essa polarização. E o exemplo arrasta. O que eu quero mostrar ali é dar exemplo de pacificação, mostrar que é um governo justo, um governo para todos. Eu vou governar para todos e vou dialogar com todos”, afirmou.

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Questionado se gostaria de disputar o Palácio do Planalto um dia, Cleitinho descartou tratar do assunto agora. “Com muita humildade, com muito respeito, eu acho que qualquer político que faz isso, eu nem assumi como governador e já pensar em outro desafio, eu acho que é falta de humildade e muita soberba”, respondeu.

O governador eleito lembrou a própria trajetória para justificar a postura. “Em dez anos, de vereador eu virei governador. E, para um cara que foi verdureiro, que trabalhava vendendo alface, tomate para o Ceasa, virar governador, o que vier agora é lucro. Mas eu não tenho que pensar nisso, não. Eu tenho que pensar agora em ser governador e fazer história em Minas Gerais, e mostrar que um verdureiro tem capacidade e competência para governar um estado como Minas Gerais.”

Cleitinho também afirmou que vai se cercar de uma equipe qualificada e recorreu a uma imagem religiosa. “Jesus Cristo, que não precisava de ninguém, andava com doze. Agora imagina eu, que sou aqui um pecador, um ser humano como todos. Eu vou me rodear de pessoas boas, pessoas competentes, pessoas honestas”, disse. “Naquela cadeira de governo não vai estar sentado o Cleitinho, naquela cadeira de governo vai estar sentado o povo.”

Diálogo com quem vencer

O discurso de conciliação apareceu também quando o assunto foi a dívida de Minas com a União. Cleitinho oficializou apoio a Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno da disputa presidencial. Ainda assim, disse que procurará o presidente Lula (PT) caso o petista seja reeleito. “A eleição passa. Então a gente tem que dialogar, esquecer ideologia, esquecer partido, e o único partido que tem que existir é a população. No meu caso, é a população mineira, que vai estar sempre em primeiro lugar”, afirmou.

“Se a população brasileira achar que o Lula tem que ser reeleito, vou fazer isso novamente. Que fique claro aqui: vou ligar para o Lula e vou pedir uma reunião com o Lula para a gente tratar sobre Minas Gerais, tratar sobre a dívida”, completou.

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Eleito no primeiro turno

Cleitinho foi eleito governador no domingo (4/10), ainda no primeiro turno, com 55,41% dos votos válidos, o equivalente a 6.276.925 votos, segundo o TSE. Patrus Ananias (PT) ficou em segundo lugar, com 26,28%. A pacificação já havia aparecido no discurso do dia da votação. Ao votar em Divinópolis, ele defendeu a pacificação diante da polarização política e prometeu governar para todos, tivessem ou não votado nele.

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