O senador Cleitinho Azevedo (Republicanos), candidato ao governo de Minas Gerais, reagiu aos ataques de adversários, que se intensificaram na reta final do primeiro turno, e negou que o uso de avião possa levar à sua inelegibilidade. Durante visita à Federação do Comércio de Minas Gerais (Fecomércio), nesta quinta-feira (1/10), o candidato afirmou que estão sendo divulgadas informações falsas sobre sua situação eleitoral e atribuiu as críticas à disputa pelo governo do estado.
“Estão mentindo agora, dizendo que eu posso ficar inelegível. Acho que bateu tanto desespero nesse pessoal que estão falando que eu vou ficar inelegível por causa de voo. Pelo amor de Deus, parem de mentir. Aceita que dói menos”, afirmou.
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Cleitinho disse que não prejudicou nenhum adversário e afirmou que sua campanha tem sido feita com poucos recursos. “Vai ser a campanha mais barata do Brasil. Pega todos os governadores que estão candidatos, que estão liderando pesquisa, e compara com a minha campanha e o valor que eu estou gastando”, disse.
O senador também criticou os adversários que, segundo ele, estão mais preocupados com sua candidatura do que com as próprias campanhas. “Eu não me preocupo com a campanha dos outros. Quando eu fico preocupado com a campanha dos outros, só mostra que eu sou um derrotado, porque, se estivesse fazendo campanha de verdade, não estaria preocupado com a minha campanha”, afirmou.
Ele também pediu que os adversários parem de atacá-lo e retomou o discurso de união entre os candidatos que fazem oposição ao grupo político atualmente no poder em Minas. “Esses candidatos, há uns seis meses, estavam falando que tinha que estar unido. Então acho que agora chegou a hora de unir. As pesquisas mostram isso, e eu falo com toda humildade. Está na hora de eles terem humildade, tirar a soberba e poder me apoiar”, disse.
Segundo Cleitinho, a união serviria para evitar o retorno de “grupos políticos” que ele não quer ver novamente no comando do estado. “Para que o passado não volte, acho que eles deveriam agora parar de ficar me atacando e poder me abraçar e me ajudar”, afirmou o senador. De acordo com as pesquisas eleitorais, o candidato do PT, deputado federal Patrus Ananias, deve ser o adversário de Cleitinho no segundo turno da disputa eleitoral.
Comércio
Durante a visita à Fecomércio, Cleitinho também disse que pretende reduzir o tamanho do estado e diminuir a carga tributária. “Eu só estou querendo reduzir IPVA. Eu sou um governador que vai fazer um Estado menor e um comércio maior”, afirmou.
Sobre a concorrência enfrentada pelo comércio brasileiro com plataformas de compras, o candidato disse que pretende buscar equilíbrio entre consumidores e empresários dentro das atribuições do governo estadual. “O que tiver de competência do estado e que a gente possa fazer para equilibrar tanto para quem consome quanto para quem tem um comércio muito forte, a gente está disposto a fazer. Tem que andar junto. Tem que achar esse equilíbrio”, disse.
Cleitinho afirmou ainda que pretende criar um governo com equipe técnica e manter diálogo frequente com o setor produtivo. “Não é o comerciante que tem que depender do estado. É o estado que tem que depender do comerciante. Quem produz é o comerciante. O estado só dá despesa”, afirmou.
Para o setor agropecuário, Cleitinho citou problemas de energia elétrica e infraestrutura. “O produtor vai ter energia. As estradas são uma porcaria. É o que eu mais prego também. Melhorar as estradas para o produtor poder ter desenvolvimento”, disse.
Na segurança pública, o candidato afirmou que pretende ampliar o uso de tecnologia e câmeras de monitoramento. “Quem está na rua é o policial. A gente vai valorizar vocês, trazer estrutura e tecnologia”, afirmou. Segundo ele, outros candidatos estariam utilizando uma proposta apresentada por sua campanha para ampliar o monitoramento por câmeras inteligentes.
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Falcão, que também participou do evento ao lado do senador, disse que a campanha não prometeu cargo para nenhum partido, caso Cleitinho seja eleito, e que vão colocar “as pessoas certas nos lugares certos”. Ele também destacou a preocupação da campanha com a reforma tributária que, segundo ele, vai colocar o estado em “pé de igualdade com os outros estados no que se refere ao ICMS”. “A guerra fiscal vai acabar e aí nós vamos precisar ser muito competitivos. Minas vai precisar ter um elemento de competitividade que é a infraestrutura muito bem organizada e a parte burocrática também”, defendeu.
