Perse: Flávio Bolsonaro promete volta de benefícios fiscais para setor de eventos
Candidato defende que o retorno da iniciativa, encerrada em 2025 por suspeita de irregularidade, trará dinamismo ao mercado
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O senador e candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), afirmou que pretende restabelecer o Programa Emergencial de Retomada do Setor de Eventos (Perse). A declaração foi divulgada nesta terça-feira (20/10) em vídeo publicado no perfil da rede social X de Daniella Marques, coordenadora econômica de sua campanha.
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O candidato da oposição declarou que a medida busca oferecer novo socorro ao setor. Na gravação veiculada, ele sustentou que o retorno da iniciativa proporcionará dinamismo para a economia do país.
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Flávio Bolsonaro detalhou o alcance da proposta para as atividades culturais. "Eu vou restabelecer o Perse para todos os setores de eventos culturais, shows e turismo, que hoje estão sufocados e endividados pela crise que esse governo colocou o país inteiro", afirmou o senador.
Na gravação, o parlamentar também reforçou o impacto da medida para profissionais e serviços associados. "Eu vou salvar o setor de shows, porque onde tem eventos o comércio vende mais, o taxista e o Uber faturam, os pequenos artistas prosperam e a economia gira. Grandes artistas e pequenos artistas, se preparem! Vocês vão ter muito trabalho e todo setor vai aquecer a economia", declarou.
Histórico
Criado em 2021, o Perse surgiu no cenário nacional para compensar as perdas provocadas pela pandemia de Covid-19 no mercado corporativo e cultural. O socorro financeiro operava por meio de isenções fiscais concedidas às empresas enquadradas nas regras do setor de eventos.
O encerramento do programa ocorreu em 2025, logo após o atingimento do teto de recursos disponíveis, fixado em R$ 15 bilhões. Com a finalização das desonerações tributárias, as alíquotas normais voltaram a incidir sobre o faturamento dos negócios do segmento.
Ao longo da execução do benefício, a iniciativa também enfrentou apurações em razão de irregularidades cometidas por companhias beneficiadas, levantando questionamentos dos órgãos de controle sobre o destino das isenções concedidas pelo governo federal.
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino cobrou do Executivo, em outubro de 2025, a apresentação detalhada de informações sobre empresas participantes do Perse que receberam recursos oriundos de emendas parlamentares destinadas a eventos.
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O processo levantou apurações sobre superfaturamento na realização de eventos e lavagem de dinheiro, participação de empresas sem relação legítima com o setor de eventos, influenciadores digitais e artistas que teriam usado o benefício de alíquota zero de forma indevida e indícios de irregularidades nos cadastros da atividade econômica.