O deputado federal André Janones (Rede-MG) acusou diretamente o ex-presidente Jair Bolsonaro de envolvimento no assassinato da vereadora Marielle Franco, ocorrido em 2018. Em uma postagem nas redes sociais, na noite desta terça-feira (22/9), o parlamentar afirmou que a participação de Bolsonaro no crime será comprovada pela Justiça.

O comentário ocorre após a revista Piauí e o jornal O Estado de S. Paulo divulgarem informações de que o senador, filho de Bolsonaro e candidato à Presidência da República, Flávio (PL), destinou uma emenda parlamentar para um projeto esportivo a pedido de Robson Calixto, o Peixe, miliciano envolvido na morte de Marielle.

"Um dia, a Justiça provará o envolvimento direto de Jair Messias Bolsonaro no assassinato de Marielle Franco. Nesse dia, esse tuíte será desenterrado e o mundo me dará razão!”, escreveu Janones.

E continuou: “E deixo registrado também, para a posteridade, que eu sempre soube! Quem viver, verá!".

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Marielle Franco e seu motorista, Anderson Gomes, foram mortos a tiros no Rio de Janeiro, em um crime que chocou o país e teve grande repercussão internacional.

A ligação com miliciano condenado

Um dos elos investigados pela Polícia Federal (PF) envolve o senador Flávio Bolsonaro. Ele teria destinado uma emenda parlamentar de quase R$ 200 mil, em 2023. Calixto é um ex-policial militar apontado como miliciano e condenado por seu envolvimento na morte de Marielle.

As negociações da emenda ocorreram entre Peixe e Maria de Fátima Bezerra Castro, secretária parlamentar no gabinete de Flávio no Senado Federal. A investigação da PF encontrou indícios de que o dinheiro pode ter sido desviado, baseando-se em mensagens de WhatsApp trocadas entre o miliciano e a assessora.

Por meio de sua assessoria, Flávio Bolsonaro afirmou que "a emenda foi destinada dentro da legislação vigente".

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Robson Calixto foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo a acusação, ele atuou como o elo entre os executores do assassinato e os mandantes do crime, os irmãos Domingos Brazão, conselheiro do Tribunal de Contas do Rio, e Chiquinho Brazão, deputado federal.

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