O discurso do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na abertura da 81ª Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York, nesta terça-feira (22/9), foi marcado por um forte contraste. Enquanto a maior parte dos líderes mundiais presentes o aplaudiu em pé em quatro momentos distintos, a delegação dos Estados Unidos permaneceu em silêncio e sentada.
O gesto da diplomacia norte-americana repete o que já havia acontecido em 2025. A postura contrasta com a diplomacia brasileira, geralmente mais receptiva em eventos multilaterais. A atitude dos americanos, no entanto, não foi uma exclusividade para o Brasil.
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A delegação dos EUA também foi a única, entre os mais de 190 países com assento no plenário, a não aplaudir de pé o último discurso de abertura do secretário-geral da ONU, Antonio Guterres. O evento é considerado o mais importante do calendário do organismo multilateral. A informação foi divulgada pela colunista do Uol, Mariana Sanches.
Recado direto a Washington
Durante sua fala, Lula enviou uma mensagem clara ao governo norte-americano ao afirmar que o Brasil "não cabe no quintal de ninguém". A frase foi um dos pontos altos do discurso e reforçou a busca do país por uma política externa independente e soberana no cenário global.
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A primeira vez que o presidente foi interrompido por aplausos foi ao salientar que a Assembleia-Geral da ONU tem corrigido distorções históricas. Pouco depois, foi novamente ovacionado ao defender o Tribunal Penal Internacional (TPI) e seus integrantes, afirmando que persegui-los é um estímulo para que crimes permaneçam impunes.
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O terceiro momento de aclamação ocorreu quando o presidente tratou da soberania dos países, um tema central em sua fala. Por fim, Lula foi aplaudido uma quarta vez ao mencionar a importância dos direitos dos trabalhadores, citando o projeto brasileiro em discussão no Congresso Nacional para o fim da escala de trabalho de seis dias por um de descanso.
