A ausência do ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil (PDT) no debate da TV Alterosa, em parceria com o Estado de Minas e o Portal Uai, nesta sexta-feira (18/9), foi alvo de críticas dos candidatos Gabriel Azevedo (MDB) e Mateus Simões (PSD). O pedetista foi mencionado durante uma pergunta sobre o Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag), tema que tem provocado divergências entre os concorrentes ao governo de Minas.
Kalil alegou que se recupera de uma infecção intestinal e não compareceu ao debate. Além dele, também ficaram de fora Cleitinho Azevedo (Republicanos), que não respondeu ao convite para participar, e Patrus Ananias (PT), que justificou a ausência por compromissos de agenda.
A crítica a Kalil partiu de Gabriel, que tinha a palavra para questionar Simões. Antes de formular a pergunta ao governador, o candidato do MDB se dirigiu à cadeira vazia destinada ao ex-prefeito.
“Kalil, eu sei que você treme. Só não sabia que você também borrava as calças. Sua cadeira está aqui vazia. Você tem dito muitas bobagens sobre o Propag, sobre a nossa dívida pública”, provocou Gabriel.
Na sequência, o emedebista questionou Simões sobre como o Estado pretende cumprir as condições do programa e manter o equilíbrio fiscal. O governador também aproveitou a resposta para criticar Kalil e relacionou as posições do adversário sobre o Propag a débitos atribuídos ao ex-prefeito.
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“Eu considero que a confusão que o candidato Kalil sempre faz nesse tema, Gabriel, tem a ver com a dificuldade dele de pagar contas. Afinal de contas, ele não paga o IPTU em Belo Horizonte, tem débito de R$ 350 mil. Afinal de contas, ele acabou de ser condenado a se manter como devedor de R$ 35 milhões de impostos numa outra ação. E quem não consegue pagar as próprias contas certamente tem dificuldade de entender como organizar as contas do Estado”, declarou Simões.
O governador sustentou que, apesar das dificuldades fiscais, Minas conseguiu reorganizar as contas públicas e voltou a ter capacidade de investimento. Candidato à reeleição, ele defendeu ainda que os valores pagos mensalmente à União pela dívida estadual sejam convertidos em investimentos federais no território mineiro.
Gabriel contesta proposta
Na réplica, Gabriel voltou a mencionar Kalil, mas desta vez para questionar a viabilidade da proposta apresentada pelo governador. “Essa ideia é boa, mas ela não é factível. É como alguém que está devendo no banco, tipo o Kalil, que deve todo mundo, chegar no banco e falar: ‘Eu pago, mas o que eu pagar eu quero que seja revertido para a parcela do carro que eu estou financiando’. Coisas diferentes”, disse.
Cleitinho também é alvo
As ausências voltaram a ser mencionadas na última rodada de perguntas. Sorteado para questionar Cleitinho Azevedo, Flávio Roscoe (PL) fez críticas ao senador, que não estava presente, e à proposta do republicano de isenção do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA).
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“Eu queria dizer para o eleitor que ele tem que estar muito preocupado com as promessas de campanha. Prometer é muito fácil, cumprir é difícil. Os candidatos têm que ter mais seriedade, porque é muito fácil chegar aqui e falar: ‘Eu vou fazer isso, eu vou cuidar da saúde, eu vou construir dezenas de hospitais, eu vou cuidar da estrada, eu vou reformar 100 mil quilômetros de estradas, eu vou isentar o IPVA, eu vou isentar o ICMS’. Mas isso não é possível”, criticou.
