Candidato ao governo de Minas Gerais, Gabriel Azevedo (MDB) se comprometeu a propor o tombamento da Serra do Curral como um dos primeiros atos em 2027, caso seja eleito. Nesta terça-feira (15/9), ele publicou carta com compromissos ambientais voltados à preservação da cadeia de montanhas.

O emedebista foi procurado por ativistas que defendem a Serra do Curral e pediram três compromissos: defender a preservação integral da Serra do Curral nas negociações judiciais, promover a votação do tombamento logo no início do mandato e respeitar o estudo técnico sem reduzir a proteção proposta. Gabriel aceitou e adicionou duas promessas: criar o Parque Metropolitano da Serra do Curral e enfrentar a corrupção que ameaça a proteção ambiental.

“Meu compromisso é inequívoco: defendo sua preservação integral e a conclusão do tombamento estadual, com respeito aos limites de proteção propostos no dossiê técnico elaborado sob supervisão do Iepha-MG. A proteção desse patrimônio não pode ficar subordinada à conveniência de empreendimentos minerários”, escreveu.

O candidato garantiu que, logo nos primeiros dias de um eventual mandato, vai tomar as providências necessárias para que o tombamento estadual seja votado no Conselho Estadual do Patrimônio Cultural (Conep). Em caso de impedimento judicial, Gabriel disse que convocará a Advocacia-Geral do Estado para uma solução: “Não usaremos a existência de um processo judicial como justificativa para a inércia administrativa. A orientação do meu governo será pela conclusão do tombamento, com participação social e transparência”.

Parque da Serra do Curral

Gabriel Azevedo se comprometeu a estabelecer um parque da Serra que abranja Belo Horizonte, Nova Lima e Sabará. Ele já defendeu a criação em 2023, quando era vereador da capital.

“A proposta nasceu com a ambição de constituir o segundo maior parque urbano do Brasil em área, com dimensão a ser consolidada nos estudos técnicos. Quero que o parque, integrado às áreas protegidas existentes e com uma zona de amortecimento em seu entorno, seja uma referência de preservação para Minas Gerais, para o Brasil e para o mundo”, disse.

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“O parque será complementar ao tombamento, nunca um substituto ou uma justificativa para adiá-lo”, destacou.

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