O candidato ao governo de Minas Gerais Gabriel Azevedo (MDB) se reuniu nesta segunda-feira (14/9) com representantes do setor de tecnologia e inovação para apresentar sua resposta ao documento Propostas para uma Política de Estado de Tecnologia e Inovação em Minas Gerais, elaborado a partir de contribuições de especialistas e representantes do ecossistema mineiro.
O estudo aponta um contraste no desempenho do estado. Minas Gerais aparece em 4º lugar em ensino superior, pesquisa e desenvolvimento e criação de conhecimento no Índice Brasil de Inovação e Desenvolvimento de 2025. Por outro lado, ocupa a 11ª posição em investimento, a 9ª em ambiente de negócios, TICs e crédito e a 23ª em ambiente regulatório.
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“Minas Gerais produz conhecimento. O nosso problema é transformar conhecimento em solução, investimento, produtividade e qualidade de vida. Política pública precisa aparecer na vida real”, afirma Gabriel.
Fapemig e planejamento até 2050
Na carta-resposta, Gabriel assume o compromisso de garantir o mínimo constitucional de 1% da receita orçamentária corrente ordinária para a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig), com programação dos repasses desde o início da gestão.
O candidato também propõe modernizar os instrumentos da fundação, com planejamento plurianual, procedimentos mais ágeis e prestação de contas orientada a resultados.
Outro ponto apresentado é a construção de uma estratégia estadual de tecnologia e inovação com horizonte até 2050 e metas intermediárias para 2030.
Entre as áreas consideradas para as primeiras missões tecnológicas estão agroindústria avançada, bioeconomia e bionegócios, energia e transição energética, mineração e minerais críticos, mobilidade e logística e saúde e biotecnologia.
Indutor de inovação
Gabriel também propõe utilizar o próprio estado como indutor de inovação. A ideia é apresentar problemas concretos da administração para que empresas, instituições de pesquisa e universidades desenvolvam soluções, inclusive por meio de compras públicas de inovação. A política deverá combinar capacitação dos gestores, critérios transparentes e segurança jurídica.
Na área de inteligência artificial, Gabriel defende aplicações em setores como atendimento ao cidadão, fiscalização ambiental, gestão de contratos e saúde, com proteção de dados, segurança da informação, supervisão humana e transparência. “A digitalização deve simplificar o serviço, e não apenas transferir burocracia para uma tela”, afirma na carta.
Medidas para os primeiros cem dias
A resposta também estabelece entregas para os primeiros cem dias de governo. Entre elas estão a apresentação da agenda estadual de tecnologia e inovação, a programação dos repasses à Fapemig e a definição da governança da política.
O documento prevê ainda o início da modernização dos instrumentos de fomento, organização de uma carteira de projetos por maturidade tecnológica e publicação de uma primeira chamada de desafios tecnológicos do Estado.
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“Quero que o conhecimento produzido em Minas Gerais ajude a resolver os problemas de Minas Gerais. Isso significa valorizar quem pesquisa, apoiar quem transforma conhecimento em solução e medir o benefício que chega às pessoas”, ressaltou o candidato.
