O candidato ao governo de Minas Gerais Flávio Roscoe (PL) participou, na noite desse sábado (12/9), de um encontro com lideranças empresariais em Pouso Alegre, onde recebeu o Manifesto Sul de Minas, documento que reúne demandas e propostas de entidades representativas de municípios e diferentes setores da região. "Vocês têm que sonhar mais alto, estão pedindo o mínimo. E o que vamos fazer é sonhar mais alto", declarou.

O manifesto foi elaborado coletivamente e apresenta diagnósticos e reivindicações para áreas consideradas estratégicas para o desenvolvimento regional. A iniciativa busca reunir em uma agenda comum pautas que, segundo os organizadores, são tradicionalmente tratadas de forma isolada por municípios e entidades.

Roscoe também criticou a atual estrutura administrativa do governo estadual e disse que Minas precisa utilizar mais tecnologia e melhorar a gestão dos serviços públicos. Segundo ele, a falta de eficiência impede que o estado tenha recursos suficientes para ampliar investimentos. "O estado não tem inteligência, não trabalha com tecnologia, e nós vamos colocar tecnologia dentro do estado", ressaltou.

Na avaliação do candidato, uma das prioridades de uma eventual administração seria criar condições para ampliar a atividade econômica. Ele enfatizou que pretende reduzir entraves para empresas e empreendedores e que o crescimento da economia poderá aumentar a arrecadação sem a necessidade de elevar impostos. "Vamos liberar o estado de Minas Gerais para produzir e crescer. A economia ativada, a economia crescendo, se arrecada, sem aumentar tributo."

Roscoe também anunciou que, caso seja eleito, pretende promover uma revisão de normas estaduais já nos primeiros dias de governo. Ele afirmou que deverá revogar ou alterar portarias e decretos que, segundo sua avaliação, criam obstáculos para quem produz e empreende.

"Em 15 dias, ainda vou baixar dezenas de portarias, dezenas de decretos, libertando, dando liberdade para quem produz, empreende e vive no estado de Minas Gerais", disse.

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O candidato não detalhou, durante o encontro, quais normas seriam revogadas ou alteradas nem apresentou uma relação das portarias e decretos que pretende modificar.

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