A menos de um mês das eleições de 4 de outubro de 2026, a disputa entre os candidatos ao governo de Minas Gerais migrou de vez para as redes sociais. Longe dos tradicionais comícios, nomes como Cleitinho Azevedo (Republicanos), Patrus Ananias (PT) e Alexandre Kalil (PSD) apostam em vídeos curtos, linguagem informal e uma estética de influenciador digital para se conectar com os eleitores do segundo maior colégio eleitoral do país.
Essa transformação na comunicação busca uma maior agilidade e potencial de viralização, capaz de furar a bolha de apoiadores e alcançar um público mais amplo. Os algoritmos de plataformas como Instagram e TikTok favorecem conteúdos que geram engajamento rápido, como curtidas, comentários e compartilhamentos.
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O que é a nova linguagem política nas redes?
A nova linguagem política nas redes sociais abandona a formalidade e adota um tom de conversa. Ela se baseia em conteúdos que parecem espontâneos e autênticos, utilizando recursos nativos das plataformas, como filtros, enquetes e transmissões ao vivo, para criar uma sensação de proximidade com o eleitor.
Essa abordagem se manifesta em formatos e estratégias específicas que visam a máxima interação. Em vez de discursos longos e elaborados, a preferência é por mensagens rápidas e de fácil compreensão. As principais características incluem:
Vídeos curtos e verticais: formato otimizado para celulares, com edições rápidas e legendas grandes para prender a atenção do usuário.
Linguagem direta: uso de gírias e expressões populares para criar identificação com o público, evitando o jargão político tradicional.
Estética amadora: vídeos gravados com o próprio celular, muitas vezes em cenários cotidianos, para transmitir uma imagem de “gente como a gente”.
Interação constante: responder a comentários, abrir caixas de perguntas e realizar enquetes para estimular o engajamento e criar uma comunidade de seguidores.
Como essa estratégia afeta o eleitorado mineiro?
Na prática, a estratégia se traduz em vídeos de candidatos fiscalizando obras com o celular na mão ou utilizando memes e trends do momento para criticar adversários. O principal impacto é a criação de um relacionamento direto entre o postulante e o eleitor, sem a intermediação da imprensa tradicional. Ao seguir um político nas redes, o cidadão passa a receber seu conteúdo diariamente, o que pode fortalecer laços e influenciar sua imagem pública.
Essa comunicação constante e personalizada pode ser decisiva em um cenário eleitoral competitivo. A capacidade de um candidato de dominar a linguagem das redes e construir uma base de seguidores engajada se tornou um diferencial estratégico, com potencial para redefinir os rumos da campanha e, consequentemente, o resultado nas urnas.
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*Estagiária sob supervisão do editor João Renato Faria
