Gabriel Azevedo (MDB), candidato ao governo de Minas, defendeu o que chamou de “patriotismo cívico” ao associar a valorização dos símbolos nacionais ao cuidado com as cidades, a educação e o patrimônio. A declaração foi feita durante visita a Cataguases, na Zona da Mata, que completa 149 anos nesta segunda-feira (7/9), Dia da Independência.

“Fiz questão de estar em Cataguases neste Dia da Independência porque aqui as duas histórias se encontram. A cidade comemora 149 anos no mesmo dia em que celebramos a Independência do Brasil. É um momento para refletir sobre o quanto valorizamos, de maneira cívica, os símbolos da nossa sociedade. Patriotismo não é apenas vestir verde e amarelo. É conhecer a nossa história, cuidar da nossa cidade e preservar aquilo que recebemos das gerações anteriores.”

Em meio à polarização política, o ex-vereador também afirmou que o feriado deve representar uma ideia de pertencimento nacional que ultrapasse as divisões político-partidárias.

“Amar o Brasil não é amar apenas quem pensa como você. Uma democracia existe justamente porque pessoas diferentes compartilham a mesma cidadania, a mesma Constituição e o mesmo país. Em 1822, Dom Pedro disse aos mineiros: ‘Sois livres. Sois constitucionais’. Constituição e liberdade continuam juntas. E cuidar da nossa cidade, da nossa educação e da nossa memória é uma maneira concreta de cuidar do Brasil.”

Azevedo também mencionou a participação de Minas Gerais no período que antecedeu a Independência. Segundo ele, em 9 de abril de 1822, cinco meses antes da declaração, o então príncipe regente Dom Pedro entrou na capital da província, Vila Rica, atual Ouro Preto, e dirigiu aos mineiros uma proclamação registrada posteriormente na Coleção das Leis do Império: “Sois livres. Sois constitucionais.”

“É uma frase muito poderosa porque coloca lado a lado duas ideias fundamentais: Constituição e liberdade. A Independência não é simplesmente romper com outro país. É construir instituições que garantam que pessoas diferentes possam viver juntas, submetidas às mesmas regras e protegidas pelos mesmos direitos. Antes do Ipiranga, essa mensagem já estava sendo dirigida aos mineiros.”

Patriotismo

Gabriel cumpriu agenda ao lado do prefeito José Henriques e da vice-prefeita Carol Damasceno, ambos do MDB. Carol também disputa uma vaga de deputada estadual nas eleições deste ano. José Henriques foi reeleito prefeito em 2024, tendo Carol como vice. 

Durante a programação, o grupo visitou o Colégio Cataguases, atual Escola Estadual Manoel Inácio Peixoto. O candidato percorreu o complexo e chamou atenção para as condições de conservação de diferentes espaços.

Para Gabriel, a preservação do patrimônio histórico também deve ser vista como uma manifestação de civismo. “Uma bandeira guarda uma história. Um patrimônio também. Quando permitimos que um espaço importante para a memória coletiva se deteriore, perdemos um pedaço da nossa própria história. Patriotismo também é cuidar da arquitetura, da cultura e da memória que recebemos.”

O candidato afirmou que pretende procurar formalmente os órgãos responsáveis pela proteção patrimonial e pela administração estadual do imóvel para obter informações sobre inspeções, intervenções, projetos e medidas relacionadas à conservação do complexo.

Igualdade de oportunidades

Gabriel também relacionou o simbolismo do Colégio Cataguases à defesa da educação pública e da igualdade de oportunidades. “Cataguases conheceu uma ideia muito poderosa: o filho do operário merece a mesma escola de qualidade do filho do empresário. Essa é a ambição que precisamos recuperar. Professor precisa de carreira, concurso e formação. E o Estado precisa perguntar se o adolescente está aprendendo, e não simplesmente se está matriculado.”

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Segundo o candidato, o conceito de “patriotismo cívico” também envolve aproximar os estudantes da história dos locais onde vivem. “Conhecer os símbolos nacionais importa. Conhecer a história do bairro, da cidade e de Minas Gerais também. Patriotismo não é transformar a escola em espaço partidário. É formar cidadãos que conheçam o país, compreendam suas instituições e entendam que liberdade também traz responsabilidades.”

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