Simões minimiza ausência de Zema na campanha para o governo de Minas
Candidato ao governo de Minas diz que ex-governador está focado na disputa presidencial e garante que ainda terá agendas conjuntas com o correligionário
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A menos de um mês do primeiro turno das eleições, o candidato ao governo de Minas Gerais Mateus Simões (PSD) minimizou a ausência de Romeu Zema (Novo), candidato à Presidência da República e seu antecessor, em sua campanha no estado. Segundo Simões, a falta de agendas conjuntas recentes não é proposital e não representa uma preocupação para sua candidatura.
Questionado sobre o fato de ainda não ter feito uma agenda ao lado de Zema em Minas Gerais durante a campanha, que começou em 16 de agosto, Simões relembrou que os dois participaram de uma atividade conjunta no início da corrida eleitoral, na pré-campanha. Depois disso, segundo o candidato, o ex-governador passou a concentrar esforços na disputa nacional.
“O governador está rodando o país e como está numa eleição nacional, ele está no meu material de campanha, em algumas das nossas propostas, em algumas das minhas aparições de comercial, mas isso não me preocupa. As pessoas não me desvinculam do governador Romeu Zema. Eu acho que é mais importante ele tá cumprindo a agenda nacional dele, mas teremos agendas comuns ainda.”
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Zema deixou o governo no fim de março deste ano para se dedicar à campanha à Presidência da República. Simões, que era vice-governador e assumiu o cargo, tenta suceder o ex-governador e dar continuidade à gestão iniciada em 2019. “Não é proposital, mas não me causa preocupação, até porque acho muito difícil que alguém olhe para as minhas propostas e não lembre dele imediatamente", completou.
Manifestações
Simões também comentou as manifestações previstas para esta segunda em Minas Gerais, que têm entre os principais temas a crise envolvendo o Supremo Tribunal Federal (STF). O candidato afirmou ter uma “preocupação cívica” com o país e disse considerar necessário que o Judiciário volte a se concentrar em questões de justiça, e não de política.
“O STF perdeu completamente a sua posição na sociedade, nós estamos precisando voltar a ter um judiciário que cuide da justiça e não de política. É, e infelizmente, um escândalo de corrupção que parece estar enfronhado em todas as esferas de poder, em todos os ramos ideológicos da política”, criticou.
“Eu tenho a tranquilidade de não ter nenhum envolvimento com este poder, falar com muita tranquilidade que o Brasil precisa se libertar de corruptos no judiciário e no ambiente político”, completou.
Sobre as manifestações previstas para esta segunda-feira, Simões afirmou que o governo acompanha a movimentação e não espera episódios de descontrole. Segundo ele, a Polícia Militar monitora os atos em diferentes pontos do estado.
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“A expectativa é de tranquilidade, não nos parece até aqui que haja nenhum risco de perda de controle pelas manifestações que vão acontecer em vários lugares do estado. A polícia está monitorando com acompanhamento, mas temos certeza que vai ser manifestação pacífica". avaliou.