Gabriel diz que Zema ‘traiu’ PM e que polícia não respeita governador
Candidato ao governo de Minas afirma que ex-governador voltou atrás em promessa de reajuste e propõe centro integrado de inteligência para combater facções
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O candidato ao governo de Minas Gerais Gabriel Azevedo (MDB) afirmou neste sábado (5/9), em Juiz de Fora, na Zona da Mata, que o ex-governador Romeu Zema (Novo) “traiu” a Polícia Militar e perdeu o respeito da corporação após voltar atrás em uma promessa de aumento salarial.
A fala se refere ao projeto de lei que previa reajuste dos salários das forças de segurança pública de Minas Gerais em 2020. O texto estabelecia aumento total de 41,7%, mas o governo de Minas sancionou a proposta parcialmente e concedeu reajuste de 13%.
“Eu sou filho de policial e o policial precisa ser valorizado. Atualmente, nós estamos num governo que traiu a Polícia Militar. Como? Prometeu um aumento salarial e depois voltou atrás. Desde então, a polícia não respeita mais o governador”, criticou Gabriel durante coletiva de imprensa na cidade. Zema deixou o governo no fim de março para disputar a Presidência da República e foi sucedido por Mateus Simões (PSD).
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A declaração ocorreu ao ser questionado sobre seu plano para a segurança pública diante da atuação de facções criminosas em Minas Gerais. O candidato defendeu a criação de um centro integrado de inteligência policial para reunir as polícias Civil e Militar e ampliar a articulação com a Polícia Federal.
Segundo Gabriel, a estratégia de segurança deve priorizar o enfrentamento à estrutura das organizações criminosas, com investigação das rotas comerciais e financeiras utilizadas pelos grupos. “Nós temos que atacar a cabeça do crime, entender as rotas comerciais desse crime, entender as rotas financeiras e secar o crime”, disse.
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Governos regionais
Na entrevista, Gabriel também destacou a sua proposta de criação de governos regionais para descentralizar a administração estadual. A ideia é reduzir a concentração de servidores na Cidade Administrativa e manter equipes permanentes em diferentes regiões de Minas Gerais.
O candidato propõe uma equipe mínima de quatro pessoas por região, com a função de acompanhar obras, investimentos e demandas dos municípios e atuar como representação do governador.
“A gente tem que ter uma equipe aqui para avaliar a continuidade das obras, para que a reunião com os prefeitos e vereadores tenha atas públicas e transparentes para todo mundo acompanhar, para que o dinheiro do cidadão seja bem investido”, afirmou.
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Ferrovias e Zona da Mata
O candidato também reforçou que pretende priorizar investimentos em ferrovias e declarou que quer ser o “governador das ferrovias”. “Eu sei que não vou ser o governador que vai inaugurar. Ferrovia leva mais do que quatro anos. Mas eu quero ser o governador que começa, porque o povo está cansado de um político que só quer ficar colocando placa para obra pequenininha”, disse.