O candidato ao Governo de Minas Gerais Alexandre Kalil (PDT) defendeu, neste sábado (5/9), durante agenda em Patos de Minas, no Alto Paranaíba, uma maior articulação do Estado com o governo federal para garantir investimentos nas rodovias mineiras. O ex-prefeito de Belo Horizonte também cobrou fiscalização das concessões para que a cobrança de pedágio seja acompanhada de melhorias nas estradas.
Durante visita à Feira Livre do Produtor Rural, Kalil foi questionado sobre os acidentes registrados na BR-365 e sobre a concessão de trechos da rodovia. Para o candidato, o modelo pode ser adotado, desde que o governo acompanhe o cumprimento dos contratos. “A concessão tem que ser fiscalizada. É um caminho do mundo inteiro, então nós não estamos falando novidade nenhuma, que é a concessão de estrada. A fiscalização é fundamental. O que não pode é conceder, cobrar pedágio e não fazer nada”, afirmou.
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Kalil também citou a BR-262, uma das principais ligações entre o Alto Paranaíba e Belo Horizonte, e disse que o governo mineiro precisa aumentar o diálogo com Brasília para buscar recursos para obras de infraestrutura. “Nós temos o problema da saída para Belo Horizonte, da BR-262 também. E é a única não duplicada. O dinheiro está lá em Brasília, gente. O dinheiro está indo para outro lugar. Se ele não vem para cá, está indo para outro lugar”, comentou.
O candidato também voltou a declarar que a relação com o governo federal deve ocorrer independentemente de quem ocupar a Presidência da República.
“Isso aí é vontade política, é diálogo, é como o Paraná faz, como a Bahia faz, como São Paulo faz, como o Rio de Janeiro faz. E nós, há 12 anos, não conversamos com o governo e há 12 anos está tudo parado em Minas Gerais”, disse.
Hospital Regional
Durante a passagem por Patos de Minas, Kalil também foi questionado sobre o Hospital Regional Antônio Dias. O candidato defendeu um modelo de financiamento dividido entre União, Estado e município para unidades responsáveis por atendimentos de média e alta complexidade. “O modelo que eu acredito é o tripartite. É o modelo que a Federação fica com 50%, o município 25% e o estado 25%”, afirmou.
Kalil citou como exemplo a abertura de um hospital de 540 leitos durante sua gestão à frente da Prefeitura de Belo Horizonte e afirmou que investimentos desse porte também precisam passar por uma articulação com o Ministério da Saúde.
Para o candidato, Patos de Minas tem papel estratégico no desenvolvimento do Alto Paranaíba e enfrenta desafios relacionados principalmente à infraestrutura e ao escoamento da produção.
“Não existe visitar o Alto Paranaíba e o Triângulo sem vir a Patos de Minas, pela importância da cidade, pela grandeza da cidade. [...] É uma cidade muito pujante, importante e com esses problemas de escoamento que nós todos sabemos”, afirmou.
Dívida de Minas
Kalil também voltou a defender uma negociação com o governo federal sobre a dívida de Minas Gerais. Questionado sobre a possibilidade de a União não aceitar sua proposta de equalização dos débitos estaduais, o candidato afirmou que não considera a manutenção do atual cenário como alternativa.
“O plano B é continuar sendo o estado que tem buracos, que não duplica estrada, que tem deficit de 7.600 policiais civis, que a violência está entrando aqui e que nós vamos continuar igual estamos, porque vão sacar em cinco anos do nosso estado R$ 165 bilhões. Então, o plano B é continuar do jeito que está”, afirmou.
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Segundo Kalil, uma eventual negociação terá que ocorrer independentemente de quem vencer a eleição presidencial. “Seja o Flávio Bolsonaro, seja o Lula, vai respeitar o segundo estado da Federação. Eu sei que vai dar muito trabalho”, afirmou.
