Manifesto cobra apuração de crise no STF; Luciano Huck e Luiza Trajano são signatários
Documento denominado Pela Lei e Pelo Brasil foi assinado por 156 personalidades, incluindo empresários, economistas, juristas e representantes da sociedade civil, e exige investigação da crise institucional que atinge os Três Poderes
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O apresentador Luciano Huck, a empresária Luiza Helena Trajano e o ex-presidente do Banco Central Armínio Fraga estão entre os 156 cidadãos que publicaram, nesta quarta-feira (9/9), o manifesto “Pela Lei e pelo Brasil”. O documento cobra uma apuração completa da crise institucional por parte do Supremo Tribunal Federal (STF).
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A iniciativa dá seguimento a uma manifestação de dezembro de 2025, quando um grupo similar defendeu a criação de um código de conduta para a Corte. Uma petição pública também foi aberta para que qualquer cidadão possa aderir ao novo texto.
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O manifesto cobra uma investigação independente e completa dos fatos que vieram a público, especialmente aqueles relacionados ao caso Banco Master. Segundo o manifesto, os acontecimentos recentes não são um episódio isolado. “São a consequência de um sistema doente, que deixou de aplicar a si mesmo os freios que impõe a todos os demais”, afirma o documento.
O texto aponta que a situação atinge ministros do Supremo, as cúpulas da Polícia Federal e do Ministério Público, o Congresso Nacional e o núcleo próximo tanto do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) quanto do atual, Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
A investigação do “caso Master” é citada como um fator que “indigna os brasileiros e mina a confiança da população na Justiça”. Para os signatários, a suspeita de que decisões judiciais possam ser negociadas coloca em jogo a garantia de que a lei vale para todos.
O que pede o manifesto
O documento, que destaca a proximidade das eleições, lista três demandas principais dirigidas às instituições:
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apuração completa, célere e independente dos fatos e responsabilidades;
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adoção de código de conduta vinculante para as cortes superiores e os órgãos de investigação e acusação.
Os autores afirmam que não assinam contra pessoas, mas “em favor das instituições, em favor do Brasil e da regra de ouro que sustenta uma república e a democracia: ninguém pode estar acima da lei”.
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A lista de signatários reúne empresários, juristas, acadêmicos e representantes da sociedade civil. Entre eles estão as economistas Ana Carla Abrão, Ana Paula Vescovi e Elena Landau, o ex-presidente do BC Gustavo Franco, o ex-ministro da Fazenda Mailson da Nóbrega, o compositor Nelson Motta e o ex-ministro da Casa Civil Pedro Parente.