Na 1ª sessão após crise entre Moraes e Mendonça, STF tenta ignorar escândalo do Master
Os julgamentos desta quarta-feira (2/9) ocorreram sem discursos dos ministros em uma tentativa de dar aparente normalidade para uma Corte em grave crise institucional
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Os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça se encontraram pessoalmente pela primeira vez, nesta quarta-feira (2/9), após a decisão que trouxe a público conversas encontradas no celular de Daniel Vorcaro, do Banco Master, que citam Moraes. Os dois magistrados se sentaram lado a lado no plenário da Corte.
Ao contrário do que geralmente ocorre em outros momentos de crise, quando o Supremo é atacado pelas redes sociais, é alvo de críticas em massa na imprensa ou de integrantes dos outros dois Poderes, o presidente da Corte, Edson Fachin, optou por não discursar na abertura da sessão. Em nota, publicada pela manhã, Fachin reconheceu que a situação é grave e disse que tomará medidas em relação à situação nos próximos dias.
Nos bastidores da Corte, chegou-se a ventilar que Moraes poderia participar da sessão de maneira virtual. No entanto, o magistrado chegou na sede minutos antes do início da sessão. O procurador-geral da República, Paulo Gonet, outro que é citado nas mensagens interceptadas, também está no plenário.
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Fachin decidiu iniciar a sessão com processos que estão na fase de sustentação oral, ou seja, momento em que os advogados falam e fazem a defesa técnica, sem contar com declarações dos ministros. O item escolhido para julgamento foi um recurso sobre o pagamento de Imposto de Transmissão de Bens Imóveis (ITBI) por empresas de compra, venda ou locação de imóveis ao transferir bens e direitos para incorporação ao capital social.