O candidato à Presidência da República Renan Santos (Missão) afirmou que não quer votos dos eleitores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Para o candidato, o eleitorado petista é “canalha”.

A afirmação foi feita no debate da TV Bandeirantes, realizado neste domingo (23/8), onde também chamou Lula de “bêbado safado” e acusou a TV Record de “puxar o saco” do petista para se livrar de um suposto escândalo de corrupção. O presidente não participou do debate televisionado por considerar que o formato poderia colocá-lo diante de uma bancada formada apenas por adversários de direita.

O candidato argumentou ser um “brasileiro indignado que nos últimos 12 anos enfrentou a roubalheira desse canalha do Lula”, citando o mandato atual do petista na presidência e desconsiderando os mandatos anteriores que foram liderados por Jair Bolsonaro (PL) e Michel Temer (MDB), que assumiu o governo de Dilma Rousseff (PT) quando sofreu impeachment em 2016.

Ele criticou a ausência de Lula, justificando-a como falta de “coragem de vir a público falar por quê no governo dele as pessoas não estão conseguindo comer mais”, ou justificar sobre insegurança pública, empreendimento ou, na visão dele, submissão do país na política internacional, “tendo o Brasil que pedir penico para a China ou para os Estados Unidos na hora de fazer negócio”.

Na sua argumentação, Renan afirmou que o eleitor que apoia o presidente Lula é “canalha” e “está rifando o nosso futuro”. “Eu não quero o voto dele”, afirmou. No entanto, o candidato deixou claro que a fala não abrange beneficiados do Bolsa Família “que ainda acredita que o Lula é a única fonte de comida dele, de maneira errônea”.

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No debate, ele também prometeu um “banho de sangue” contra membros de facções criminosas no primeiro dia de mandato, caso seja eleito, de modo a “retomar o território brasileiro” para investir em reformas econômicas. Também participaram do debate o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD) e o psiquiatra Augusto Cury (Avante), fazendo o debate ser uma vitrine para os três nomes da “terceira via”.

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