Desde que estreou nas eleições municipais de 1996, a urna eletrônica mudou a forma como o Brasil vota e apura os resultados. Na marca dos 30 anos do dispositivo, o Estado de Minas lança uma série especial de reportagens em textos e vídeos sobre a história, o funcionamento e os mecanismos de segurança do equipamento.

Os conteúdos, produzidos a partir de pesquisas em arquivos da Justiça Eleitoral, entrevistas com especialistas do Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG) e o arquivo do EM, serão publicados diariamente no site e nas redes sociais, a partir desta segunda-feira (24), com versão semanal no jornal impresso.

30 anos da urna eletrônica

A primeira reportagem relembra o processo que levou à criação da urna eletrônica. A entrevistada Maria Berenice Sobral, da Seção de Memória Eleitoral do TRE, volta ao Código Eleitoral de 1932, quando as máquinas de votar já eram previstas, e passa pela informatização da Justiça Eleitoral, mostrando como a crise na apuração das eleições de 1994 no Rio de Janeiro ajudou a impulsionar o projeto.

Reportagem do Estado de Minas de 3/10/1996 mostra a votação do ministro Carlos Velloso

Arquivo EM

O episódio também aborda os protótipos da urna, influenciados por ideias desenvolvidas em Minas Gerais, e as mudanças incorporadas ao dispositivo ao longo de três décadas. 

Fraudes do voto em papel

Antes da votação eletrônica, o Brasil dependia da manipulação física das cédulas de papel em todas as etapas do processo, ocasionando inúmeros casos de fraudes eleitorais. A segunda reportagem aborda como os erros e as violações eleitorais marcaram a história do voto em papel, desde a Primeira República e a criação da Justiça Eleitoral até os problemas que ainda persistiam nas votações da década de 1990.

 

Urnas de voto em papel ainda não apuradas das eleições de 1988 em Belo Horizonte

Alberto Escalda/Arquivo EM - 16/11/1988

A produção da urna em Minas

A terceira reportagem explica como as urnas eletrônicas são produzidas. O conteúdo detalha o processo de licitação da Justiça Eleitoral para escolher as empresas a serem responsáveis pela fabricação da parte física da urna, o hardware.

O episódio também relembra o período em que Minas Gerais foi o principal polo de produção do equipamento, com fabricação em Santa Rita do Sapucaí, no Sul do estado, e mostra como a Justiça Eleitoral mantém sob seu controle o desenvolvimento do software e a certificação digital das máquinas.

 

Fases de auditoria da urna

A fiscalização do sistema eleitoral é tema da quarta reportagem. O episódio apresenta os mecanismos de auditoria promovidos pela Justiça Eleitoral, que permitem que especialistas, partidos, instituições e eleitores acompanhem diferentes etapas do processo.

Com explicações do Secretário de Tecnologia da Informação do TRE, Glaysson Gomes, o conteúdo aborda o Teste Público da Urna, realizado previamente às eleições, o Teste de Integridade, conduzido paralelamente à votação, e a conferência dos Boletins de Urna, que permitem a verificação da totalização dos votos após o fim do pleito.

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O caminho do voto até a totalização

A série termina acompanhando o caminho percorrido pelo voto depois que a votação é encerrada, às 17h. A última reportagem explica como os votos são protegidos dentro da urna, por quais meios os dados são transmitidos à Justiça Eleitoral, o que garante a segurança do processo e quais verificações são realizadas antes da totalização.

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