A empresária e lobista Roberta Luchsinger tornou-se um dos focos da Operação Sem Desconto, da Polícia Federal (PF), que investiga um suposto esquema de tráfico de influência. Documentos da apuração revelam movimentações financeiras suspeitas e, em mensagens de texto, a empresária indicava ter autorização para agir em nome de Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente e conhecido como Lulinha.
Quem é Roberta Luchsinger?
Roberta Luchsinger é uma empresária e socialite que atua como lobista em Brasília. Neta de um ex-acionista do banco Credit Suisse e ex-companheira do delegado Protógenes Queiroz, ela ganhou notoriedade nos últimos anos por sua atuação em círculos políticos e empresariais. A empresária se filiou ao Partido dos Trabalhadores (PT) em 2021.
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Quais são as ligações investigadas pela PF?
A investigação da PF aponta para diversas conexões suspeitas. Uma delas envolve Antonio Carlos Camilo Antunes, apelidado de "Careca do INSS", que, segundo as apurações, tentava viabilizar um contrato para a compra de cannabis medicinal pelo Ministério da Saúde. A PF também identificou que Luchsinger recebeu R$ 150 mil do empresário Cleber Ribas e realizou pagamentos a Marco Aurélio Santana Ribeiro (Marcola), ex-chefe de gabinete do presidente Lula.
Como Lulinha está envolvido no caso?
O nome de Fábio Luís Lula da Silva aparece em trocas de mensagens analisadas pela Polícia Federal. Segundo o relatório da investigação, os diálogos mostram Roberta Luchsinger negociando e agindo como se tivesse autorização para representar os interesses de Lulinha. Além disso, a PF identificou ao menos seis viagens do par, entre 2024 e 2025, com passagens e hotéis registrados sob o mesmo código localizador, reforçando a proximidade entre eles.
O que investiga a Operação Sem Desconto?
A operação mira um suposto esquema de corrupção e tráfico de influência para favorecer empresas em contratos com o poder público. As principais frentes da apuração envolvendo a lobista incluem:
A origem e a finalidade de movimentações financeiras suspeitas, incluindo pagamentos recebidos de empresários e repasses a pessoas ligadas ao governo.
O teor das mensagens que sugerem que a empresária negociava em nome de Lulinha.
A existência de uma rede para facilitar interesses privados junto a órgãos do governo.
A defesa de Luchsinger afirma que os valores recebidos são referentes a honorários por serviços de consultoria e nega qualquer irregularidade. Os advogados de Fábio Luís Lula da Silva, por sua vez, declararam que ele não tem qualquer relação com as atividades da empresária nem com os fatos investigados pela Polícia Federal.
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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.
