Pela primeira vez entre militantes, parlamentares e eleitores desde o início oficial da campanha, o deputado federal Patrus Ananias (PT), candidato ao governo de Minas Gerais, participou de uma caminhada no Bairro São Benedito, em Santa Luzia, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, nesta terça-feira (18/8).
Ao seu lado estavam a ex-prefeita de Contagem Marília Campos (PT), principal nome da chapa ao Senado, além de Áurea Carolina (Psol), da deputada estadual Macaé Evaristo (PT), da deputada federal Bella Gonçalves (PT) e do deputado federal Rogério Correia (PT), entre outros parlamentares.
Ausência no debate
O candidato voltou nesta semana a Minas Gerais para iniciar a campanha, depois de participar da oficialização da candidatura à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em São Bernardo do Campo (SP). A escolha levou Patrus a se ausentar do primeiro debate entre os candidatos ao governo de Minas, realizado pela Band Minas no domingo (16/8).
“Participo de todos os debates e vou participar dos seguintes, mas foi uma escolha, já que a data coincidiu com o lançamento da campanha do presidente. Ele [Lula] me telefonou e pediu minha presença. Estive em São Paulo com certo pesar por não participar”, afirmou.
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Questionado sobre temas abordados durante o primeiro embate e que têm relação com o governo federal, como o Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag), além das altas taxas de feminicídio, o ex-prefeito de Belo Horizonte foi incisivo e afirmou que não é candidato para analisar os adversários.
“Não sou candidato para fazer análise de outros candidatos e de situações. Quero governar para o povo de Minas e priorizar os nossos compromissos com o estado, como políticas públicas ligadas à saúde, educação, cultura e segurança pública”, afirmou.
Patrus também falou sobre as isenções fiscais concedidas no estado e afirmou que, caso seja eleito, pretende rever benefícios. “Nós vamos trabalhar as questões dos recursos públicos com muita seriedade ética, como fizemos na prefeitura e no Ministério do Desenvolvimento. Considero o dinheiro público sagrado e ele deve ser destinado para desenvolver políticas públicas, que vão ser a grande prioridade do nosso governo.”
A trajetória política de Patrus inclui passagens pelos Executivos municipal e federal. Ele foi eleito vereador de Belo Horizonte e, quatro anos depois, venceu a eleição para prefeito da capital mineira. Durante sua gestão, foi criado o Restaurante Popular. Patrus também foi ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome no governo Lula, período em que participou da implementação do Bolsa Família. Também ocupou o cargo de ministro do Desenvolvimento Agrário durante o governo da ex-presidente Dilma Rousseff.
Aliados
Enquanto Patrus evitou comentar diretamente os adversários, aliados da chapa em Minas fizeram críticas a outros candidatos. Rogério Correia, que disputa a reeleição para deputado federal, respondeu indiretamente a uma declaração de Flávio Bolsonaro (PL), que afirmou que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) teria dado “grande ajuda” a Minas Gerais e impedido o estado de falir.
“Teve a cara de pau de um sujeito lá, que se diz ungido pelo pai — aquele que nunca fez nada na vida. E diz que o presidente Lula nunca fez nada por Minas Gerais. O outro não trouxe nem um tijolo”, afirmou Correia, antes de citar realizações atribuídas ao partido na cidade, como a construção de Centros de Atenção Psicossocial (Caps) e Unidades Básicas de Saúde (UBSs).
Já Bella Gonçalves, também candidata à reeleição, lembrou a oficialização da campanha de Patrus, marcada para a próxima sexta-feira (21/8), na Praça da Estação, no Centro de Belo Horizonte. “A campanha está só começando e vamos lotar a praça”, afirmou.
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Marília Campos, por sua vez, destacou a estratégia de aproximação com os eleitores. “Queremos focar nesta campanha direta com a população, estando nas ruas”, afirmou. Ao lado de Patrus, a candidata percorreu a Avenida Brasília para conversar com comerciantes e eleitores.
