No último domingo (16/8), durante o primeiro debate televisivo da campanha ao governo de Minas Gerais, a mineração na Serra do Curral, um dos principais cartões-postais de Belo Horizonte, tornou-se o centro de uma intensa discussão entre os candidatos. O encontro expôs visões opostas sobre desenvolvimento econômico e preservação ambiental.
O tema, que já vinha gerando discussões na esfera estadual, ganhou destaque ao revelar a linha de pensamento de cada postulante ao Palácio Tiradentes. A discussão sobre a concessão de licenças e o futuro da serra, que é um símbolo para a capital mineira, mobilizou as campanhas e colocou o equilíbrio entre economia e meio ambiente como um ponto crucial para os eleitores.
Leia Mais
População dará um abraço em defesa da Serra do Curral neste domingo (21/6)
Manifestantes dão abraço simbólico na Serra do Curral e cobram recuperação
Corrida por terras raras e minerais críticos pressiona patrimônios históricos e ambientais em MG
O que cada candidato propõe para a Serra do Curral?
As posições variam desde a defesa de uma exploração mais rigorosa e sustentável até a crítica contundente a qualquer nova atividade minerária na área. O debate revelou a falta de consenso sobre como conciliar os interesses econômicos do setor com a proteção do patrimônio natural.
Alexandre Kalil
O ex-prefeito de Belo Horizonte defendeu a revisão dos processos de licenciamento ambiental. Kalil propõe maior rigor na fiscalização para garantir que a exploração mineral não comprometa a serra. Ele condiciona a emissão de novas licenças a estudos de impacto mais detalhados e transparentes, priorizando a proteção da área.
Mateus Simões
O atual governador, que assumiu o cargo em março deste ano após a renúncia de Romeu Zema, argumentou ser possível conciliar a mineração com a preservação. Para ele, a atividade é fundamental para a economia do estado e a geração de empregos. Simões defende um modelo de licenciamento que seja ágil, mas que exija contrapartidas ambientais claras por parte das empresas interessadas na extração.
Cleitinho
O senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) adotou uma postura mais crítica à grande mineração. Ele questionou os benefícios diretos da atividade para a população local e cobrou mais transparência nos acordos firmados entre o governo e as mineradoras. A principal bandeira é que os lucros do setor mineral sejam efetivamente revertidos em melhorias para a sociedade.
Outras posições no debate
Flávio Roscoe focou seu discurso na necessidade de segurança jurídica para atrair investimentos, afirmando que regras claras são essenciais para o desenvolvimento responsável do setor mineral. Por sua vez, Gabriel Azevedo propôs a criação de um plano diretor específico para a Serra do Curral, com ampla participação da sociedade civil para decidir sobre o futuro da área. A discussão também passou por temas como dívida com a União e privatização de estatais.
Siga nosso canal no WhatsApp e receba notícias relevantes para o seu dia
Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.
