O governador Mateus Simões (PSD) foi o candidato que mais se destacou no primeiro debate entre os concorrentes ao governo de Minas Gerais, realizado pela Band nesse domingo (16/8), segundo monitoramento exclusivo da Quaest divulgado ao Estado de Minas.
A análise aponta que Simões teve sentimento positivo em todos os quatro blocos (70% positivo contra 30% negativo), alcançou nota média de 5,9 e foi o único dos cinco candidatos a superar o índice de referência de 5,3 utilizado pela pesquisa.
O levantamento foi feito até às 22h, logo após o encerramento do debate.
Os dados mostram que o debate teve perfil predominantemente técnico e baixa repercussão nas redes sociais. Foram registradas 849 menções ao longo da transmissão, com alcance estimado de 2,3 milhões de pessoas. O interesse foi maior no início do encontro e caiu progressivamente ao longo dos blocos, antes de apresentar uma recuperação no encerramento.
A ferramenta utilizada pela Quaest, chamada Quaest AI, foi desenvolvida para analisar as transcrições dos debates e transformar os diferentes turnos de fala em respostas rastreáveis. O sistema conecta perguntas formuladas em linguagem natural às evidências encontradas na transcrição, permitindo identificar, por exemplo, quais temas tiveram maior peso, quem protagonizou cada assunto e como a avaliação dos candidatos se modificou durante o debate.
Como foi feita a análise
O monitoramento combina duas frentes. A primeira é o social listening, que coleta menções nas principais redes sociais — X (antigo Twitter), Instagram, Facebook, Reddit, Tumblr, TikTok, Bluesky e YouTube — além de sites de notícias. A coleta é feita por uma API própria da Quaest, com operadores de palavras-chave relacionadas ao debate.
No levantamento, os cinco candidatos analisados foram Alexandre Kalil (PDT), Cleitinho Azevedo (Republicanos), Flávio Roscoe (PL), Gabriel Azevedo (MDB) e Mateus Simões (PSD).
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Simões teve maior nota
A nota média atribuída a Mateus Simões foi de 5,9, contra 5,2 de Flávio Roscoe, Gabriel Azevedo, Alexandre Kalil e Cleitinho. O índice de referência para comparação com outros debates foi de 5,3.
Embora Simões tenha alcançado a maior nota, Flávio Roscoe apresentou o maior avanço em relação à impressão prévia: 1,5 ponto, contra 1 ponto de Simões, 0,7 de Cleitinho, 0,6 de Gabriel Azevedo e 0,5 de Kalil. Roscoe teve 11 turnos de fala, enquanto Simões participou de 13.
O candidato do PL também concentrou o maior volume de menções nas redes, com 300 registros, seguido por Cleitinho, com 286. Kalil teve 203, Gabriel Azevedo, 78, e Simões, 66.
Mineração domina repercussão
O episódio de maior repercussão do debate foi uma fala de Flávio Roscoe em defesa da mineração na Serra do Curral. Segundo a Quaest, o tema provocou o maior pico de menções registrado durante a transmissão e também teve impacto negativo sobre a avaliação do candidato no último bloco.
Gestão pública
Gestão pública e impostos ocuparam 24% do tempo do debate, o maior percentual entre os assuntos analisados. Foram 14 turnos de fala sobre o tema, que teve Cleitinho como protagonista. Ainda assim, a Quaest aponta que Kalil apresentou o melhor resultado no assunto, enquanto Simões aparece como o candidato que perdeu avaliação no tema.
Segurança pública respondeu por 13% do tempo, seguida por agro, indústria e desenvolvimento e por infraestrutura e mobilidade, ambos com 12%. Política e alianças ocuparam 10% do debate.
Kalil termina com avaliação negativa
Ainda segundo o levantamento, Alexandre Kalil teve a pior avaliação ao final do debate. O candidato terminou com 41% de sentimento positivo contra 59% de negativo. Seu avanço em relação à impressão prévia também foi o menor entre os cinco, de 0,5 ponto.
O desempenho de Kalil piorou especialmente no último bloco. Depois de registrar 62% de sentimento positivo no terceiro bloco, o candidato terminou o quarto com 64% de sentimento negativo.
Debate teve pico de interesse no início
A repercussão digital foi maior nos primeiros minutos do encontro. No primeiro bloco, foram registradas, em média, 332 menções por hora. O volume caiu para 182 no segundo bloco e para 65 no terceiro. No quarto, houve recuperação para 160 menções por hora.
Estratégia por candidato
Alexandre Kalil: ataques mais incisivos e frequentes aos pré-candidatos e estratégia pautada em sua gestão
Cleitinho: menor uso de discursos técnicos, e maior apelo emocional ao público
Flávio Roscoe: discurso voltado ao projeto político, menor comportamento crítico e discurso mais centrado
Gabriel Azevedo: menor apelo emocional, com discurso centrado e focado em entregas
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Mateus Simões: ataques frequentes ao governo federal, defesa incisiva nas réplicas e uso de apelo pessoal, mais humanitário.
