O ex-governador Romeu Zema (Partido Novo) iniciou a sua campanha eleitoral como candidato à Presidência da República em Montes Claros, no Norte de Minas, neste domingo (16/8). Ele começou a agenda participando de uma missa na Igreja Matriz de Nossa Senhora e São José, a paróquia mais antiga da cidade.
Depois, fez um pronunciamento e deu entrevista coletiva em frente à igreja. Realizou na sequência uma caminhada no Mercado Municipal, ponto de parada da cidade, onde cumprimentou eleitores. Também tomou café e comeu biscoito frito em um dos bares do mercado. Ainda na cidade, participou de almoço com candidatos a deputado do Novo.
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Zema justificou escolher iniciar sua campanha em Montes Claros (414,2 mil habitantes), à qual se referiu como “um exemplo do Brasil que dá certo”, por causa dos investimentos e desenvolvimento do município durante os seus sete anos e meio à frente da gestão estadual, sobretudo na área da indústria farmacêutica.
O candidato citou as ações que fez na região nas áreas de saúde, combate à seca, construção de pontes e investimentos na Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes). Destacou ainda que decidiu prestar uma homenagem ao ex-prefeito do município, ex-deputado federal e ex-ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) Humberto Souto, falecido em fevereiro de 2025, aos 90 anos.
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Acompanharam o ex-governador o prefeito de Montes Claros, Guilherme Guimarães (União Brasil), o vice-prefeito da cidade, Otavio Rocha (PP), secretários municipais e lideranças locais. Romeu Zema enfatizou que tem como principais propostas no seu plano de governo o combate à corrupção, controle de gastos públicos com a redução do número de ministérios, a melhoria da política externa e o aumento do poder de compra do brasileiro. Também disse que vai priorizar o reforço da segurança pública e o combate ao crime organizado. “Vou construir um superpresídio no Norte do Brasil, para onde vamos levar todos os líderes de organizações e facções criminosas”, prometeu.
Ao se referir ao combate à corrupção, fez referência aos escândalos envolvendo desvios de dinheiro público no país. “O Brasil não é um país fracassado. O Brasil é, sim, um país roubado”, disparou. Ao formular críticas, não citou diretamente os nomes do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do senador Flávio Bolsonaro (PL), que lideram as pesquisas à Presidência da República.
Romeu Zema disse que acredita que já no início da campanha se tornará mais conhecido fora de Minas Gerais e vai melhorar o seu desempenho nas pesquisas eleitorais. “Eu estou percorrendo todo o Brasil para ficar mais conhecido. Sou conhecido muito em Minas, aonde fui governador por sete anos e meio. Sou o candidato que mais tem crescido nas redes sociais”, declarou.
O representante do Partido Novo disse ainda que espera crescer nas pesquisas a partir do momento em que a maioria do eleitorado brasileiro conhecer seu perfil e suas propostas. “Temos uma equipe muito boa e vai ser questão do brasileiro ver aquilo que temos como proposta: um político diferente que não levou um parente para trabalhar no governo, que ficou sete anos e meio à frente do estado, sem corrupção, sem escândalo, que deu total transparência em tudo que gastou, enquanto o presidente fica lá com 100 anos de sigilo. Tudo que eu usei como governador, no mês seguinte estava disponível’, afirmou.
Zema criticou as dificuldades econômicas do país e a queda do poder de compra dos brasileiros. “O brasileiro nunca esteve tão indignado, nunca teve uma vida tão apertada como hoje, enquanto o governo bate recorde de arrecadação. Será que é esse país que nós queremos? Não é, definitivamente, não é esse país (que nós queremos). Eu quero um país mais justo, um país onde as pessoas ganhem algo que seja digno”, assegurou.
União no segundo turno
Também questionado a respeito, Romeu Zema disse que a direita vai se unir no segundo turno da eleição brasileira deste ano, afirmando esperar que se repita no Brasil o que ocorreu no segundo turno do pleito presidencial do Chile, no final de 2025, quando os partidos conservadores se uniram e elegeram José Antonio Kast, derrotando a esquerdista Jeannegte Jara, que era apoiada pelo ex-presidente Gabriel Boric.
“Estarei no segundo turno, e tal como aconteceu no Chile, toda a direita estará unida. Eu já disse que no segundo turno qualquer um que tiver contra o PT tem o meu voto e eu estarei lá. Tenho certeza que será a mesma história que assistimos aí no Chile”, disse sem mencionar os outros candidatos do campo da direita.
Questionado como, se eleito, vai tratar a política externa, especialmente com os Estados Unidos, que impuseram tarifas ao Brasil recentemente, Romeu Zema recorreu à sua condição de empresário da área comercial (do ramo varejista), lembrando que todo comerciante precisa “tratar bem o cliente”.
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“Eu, que (sempre) fui empreendedor, sei muito bem conversar com empresário, porque eu já tive a oportunidade de ver, de sentir na pele como o Estado brasileiro complica e maltrata a vida de quem trabalha. E como comerciante, como varejista que eu fui também, eu sei da importância de tratar todos os clientes bem. E esse governo está tratando mal muitos países, a começar pelos Estados Unidos”, disse o candidato do Novo.
