Em Santa Luzia, Cury lança campanha com críticas à polarização
Candidato à Presidência pelo Avante afirma que confronto político divide famílias, transforma adversários em inimigos e impede o país de enfrentar seus problemas reais
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O escritor e médico Augusto Cury, candidato à Presidência da República pelo Avante, escolheu Santa Luzia, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, para lançar oficialmente sua campanha neste domingo (16/8). Durante entrevista coletiva, ele apresentou propostas para educação, segurança pública e saúde, mas colocou o combate à polarização política no centro de seu discurso.
Cury afirmou que o confronto permanente entre direita e esquerda divide famílias, alimenta a violência verbal e atrasa o desenvolvimento do país. Para o candidato, o Brasil precisa substituir a disputa baseada em ataques pessoais por um debate orientado por projetos, metas e soluções concretas.
“Um dos grandes problemas da polarização é transformar o adversário político em inimigo moral. Quando cada lado se considera moralmente superior, diminui a disposição para escutar, negociar e construir”, declarou.
Segundo o presidenciável, superar a polarização não significa ignorar crimes, corrupção ou violações de direitos. Ele defendeu que denúncias sejam investigadas com seriedade, provas e respeito ao devido processo, sem transformar a política em um “tribunal de frases prontas” ou em um espetáculo de acusações.
“Precisamos de firmeza serena: coragem para enfrentar os problemas sem reproduzir a violência verbal que queremos superar”, afirmou.
O candidato também defendeu a construção de um pacto nacional capaz de reunir diferentes forças políticas e setores da sociedade. Em seu discurso, argumentou que os problemas enfrentados pela população não possuem ideologia.
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“Antes de existirem brasileiros de direita e de esquerda, existem milhões de brasileiros com dores concretas. Uma mãe que perdeu um filho para a violência quer proteção. Um jovem desempregado quer oportunidade. Uma mulher ameaçada precisa de segurança”, disse.
'Fala, Brasil. Cury escuta'
Com o slogan “Fala, Brasil. Cury escuta”, a campanha pretende transformar a escuta da população em uma de suas principais marcas. A chamada “Cadeira da Escuta” será utilizada como símbolo do compromisso de ouvir cidadãos e incorporar suas demandas à elaboração das propostas.
Na educação, Cury defendeu a valorização dos professores, o ensino técnico, a educação em tempo integral e políticas de prevenção ao bullying, à ansiedade, à automutilação e à violência. Também propôs ampliar a telemedicina, fortalecer a ciência e a inovação, estimular o empreendedorismo e investir em segurança pública com integração, inteligência e tecnologia.
O candidato afirmou que pretende formar uma equipe com profissionais de diferentes correntes políticas. “Não pretendo perguntar primeiro em quem alguém votou. Quero saber o que essa pessoa sabe fazer pelo Brasil”, declarou.
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Depois da entrevista coletiva, Cury seguiu para a Praça Getúlio Vargas, no bairro São João Batista, que contou com a presença de apoiadores. No primeiro ato oficial da campanha presidencial, deixou clara a mensagem que pretende levar ao país: reduzir o barulho da guerra política para abrir espaço ao diálogo e à construção de soluções.