ELEIÇÕES 2026

"Tá todo mundo contra mim", diz Flávio ao abrir campanha em Copacabana

Candidato do PL lança candidatura no Rio com discurso centrado em segurança pública, críticas a Lula e promessa de endurecimento penal

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“Tá todo mundo contra mim.” disse Flávio Bolsonaro neste domingo (16/8), em ato que abriu oficialmente sua campanha à Presidência da República, em Copacabana, na zona sul do Rio de Janeiro. Diante de apoiadores, o senador afirmou que enfrenta um sistema adverso e que pretende “recolocar o Brasil no caminho da prosperidade”, ao mesmo tempo em que buscou se apresentar como continuidade do projeto político do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.

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O evento ocorreu na orla de Copacabana, espaço que se consolidou como palco de manifestações bolsonaristas nos últimos anos. Flávio escolheu o local para o início da campanha em um gesto simbólico de aproximação com a base do ex-presidente. No discurso, alternou críticas ao governo Lula com acenos ao eleitorado conservador e menções frequentes ao pai, a quem pediu homenagem pública durante o ato.

Ao tratar da própria trajetória, Flávio reconheceu o peso político do sobrenome. “É difícil comparar o filho do Pelé com o Pelé”, disse, ao afirmar que assume a missão “com humildade”. Em outro momento, afirmou que o atual governo “é um governo que briga com todo mundo”, mas não enfrenta o crime organizado. A estratégia do candidato foi tentar se colocar como herdeiro político de Jair Bolsonaro, ainda que evitando a comparação direta com o ex-presidente.

A segurança pública foi o eixo central do discurso. Flávio prometeu classificar facções criminosas como PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas, endurecer penas para crimes como roubo de celular e ampliar a repressão a crimes sexuais. Também defendeu a redução da maioridade penal em casos específicos. Na economia, direcionou críticas ao custo de vida, chamando o presidente Lula de “caloteiro da esperança” e atribuindo ao governo o aumento do endividamento das famílias.

O candidato apresentou ainda um conjunto de propostas que chamou de plano de governo. Entre elas, a redução de impostos e da burocracia, a criação de um programa de voucher para creches privadas, mudanças no currículo escolar e a ampliação de parcerias entre universidades e empresas. Flávio também prometeu um sistema integrado de saúde para agilizar atendimentos e defendeu a atualização da tabela do SUS. No campo econômico, anunciou o programa “Minha Primeira Empresa”, voltado ao incentivo ao empreendedorismo.

Na política externa e institucional, afirmou que pretende indicar quatro ministros ao Supremo Tribunal Federal, com perfil alinhado a pautas conservadoras, e disse que o Brasil precisa recuperar credibilidade internacional. Segundo ele, seria o único candidato capaz de negociar com grandes potências como Estados Unidos, China e países do Oriente Médio. O discurso buscou reforçar a imagem de gestor com capacidade de articulação global, embora sem detalhar como essas negociações seriam conduzidas.

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O ato também teve participação de Fernanda Bolsonaro, mulher do candidato, que escreveu na blusa do candidato a frase “O Brasil vai vencer”, em referência a ‘Débora do Batom’, condenada à prisão por participação nos atos antidemocráticos do 8 de janeiro. Ao final, Flávio apresentou o ex-promotor Alfredo Gaspar como seu vice, destacando sua atuação na área de segurança pública e no combate à corrupção. A chapa é formada exclusivamente pelo PL.

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